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Conheça os produtos de beleza que grávidas devem evitar

Mudança hormonal também reflete na saúde da pele

 É verdade que a gravidez conspira a favor da beleza (os cabelos, por exemplo, ficam lindos e brilhantes), mas também traz problemas que exigem cuidados. Tudo em função dos hormônios que entram em cena e causam reações que variam para cada grávida. Para algumas mulheres, a pele fica sensível, seca e sujeita a alergias. Para outras, oleosa e propensa a acne.

A microcirculação sanguínea também aumenta, favorecendo a absorção dos ativos. Sem falar na sensibilidade aguçada para cheiros, que pode tornar insuportável até mesmo aquele perfume predileto. "Nessa fase, a mulher tem que rever os cosméticos que usa e substituir alguns por versões mais suaves ou específicas para gestantes", diz o farmacêutico e cosmetólogo Maurício Pupo, de Campinas, coordenador do curso de pós-graduação em cosmetologia da Universidade Camilo Castelo Branco, em São Paulo.

Na lista de restrições da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão três substâncias: cânfora, ureia acima de 3% e chumbo, figurinhas carimbadas em creme para pernas e pés, hidratantes corporais e coloração, respectivamente.

"A cânfora pode ser tóxica, causar defeitos no feto e até aborto, de pendendo do tempo de exposição", afirma o obstetra Márcio Coslovsky, do Rio de Janeiro, especialista em reprodução.

Quanto à ureia, há estudos mostrando que ela atravessa a barreira placentária, a grande protetora do bebê, podendo prejudicar a formação e o crescimento dele. "Além disso, o ativo é um bom carreador de substâncias que não deveriam entrar na pele, como os conservantes", completa Pupo.

17 produtos de beleza seguros para as grávidas

Já o chumbo, de acordo com a dermatologista Carla Góes Souza Pérez, de São Paulo, autora do livro "Grávida e Bela" (Ediouro), mesmo em baixa concentração, pode interferir no metabolismo, aumentar a pressão arterial e causar intoxicações na mãe, com prejuízos para os rins e os sistemas nervoso e cardiovascular. Os efeitos dependem do período de uso e da sensibilidade de cada mulher. "Também para o bebê, os perigos do contato com esse metal pesado são muitos, incluindo retardo mental, convulsão e até morte", alerta Coslovsky.

Ácidos
Nossos especialistas engrossam a lista do trio proibido pela Anvisa com outros ativos que também podem ser nocivos para mãe e bebê. Os ácidos, encontrados em produtos clareadores, antiacne e anti-idade, são alguns dos que estão na mira. "O ideal é que o retinoico, por exemplo, seja suspenso três meses antes de a mulher engravidar ou assim que ela descobrir que vai ser mãe, para prevenir malformações", avisa Coslovsky.

O ginecologista e obstetra José Bento de Souza, dos hospitais Albert Einstein e Maternidade Pró-Matre, em São Paulo, chama a atenção para os ácidos glicólico, em concentrações acima de 10%, e salicílico. "Faltam estudos científicos que garantam a segurança do uso de altas doses de ácido glicólico durante os nove meses. Quanto ao segundo, apesar de não haver pesquisas com humanos, há análises mostrando que ele provoca alterações embrionárias em fetos de ratas em qualquer fase da gestação", justifica.

Também devem ir para o fundo do armário os cremes clareadores de pele à base de hidroquinona. Procure a informação na caixa ou entre os ingredientes do rótulo. Faça o mesmo em relação aos produtos que usa para tratar manchas, oleosidade, acne, celulite e gordura localizada. Se tiverem derivados da vitamina A, caso da tretinoína, do adapaleno e da isotretinoína, melhor deixar de lado.

Não há estudos conclusivos sobre a segurança desses ativos - e não é agora que você vai arriscar, não é mesmo? "Aconselho descartar ainda os filtros solares com metoxicinamato. Esse elemento pode chegar à circulação e atravessar a placenta", afirma a dermatologista Valéria Marcondes, de São Paulo. No lugar dele, a médica recomenda protetor com óxido de zinco.

Deixe de lado também os perfumes e as loções com álcool, que irritam a pele. Descarte ainda os nutracêuticos. Mais conhecidos como pílulas da beleza por combaterem os radicais livres que aceleram o envelhecimento, esses suplementos contêm ativos como as vitaminas C, E e do complexo B, além de minerais como zinco, cobre, selênio, ferro, cromo e cálcio. Dependendo da finalidade, vários outros componentes podem estar presentes na fórmula, como licopeno, aminoácidos essenciais, proteínas marinhas, ômegas 3, 6 e 9 e chá verde. "Não há garantia de que esses suplementos de beleza possam ser usados na gravidez. Um risco comum a qualquer multivitamínico ingerido por conta própria é que ele desequilibre a absorção de outros nutrientes, como o ácido fólico, fundamental para a grávida", avisa o obstetra Alfonso Massaguer, professor responsável pelo curso de reprodução humana das Faculdades Metropolitanas Unidas.

Se por acaso você se deu conta de que utilizou um dos ativos aqui relacionados, não precisa entrar em pânico. Basta suspender o uso imediatamente e conversar com o médico, que vai continuar atento ao resultado dos ultrassons para confirmar se está tudo bem com o bebê.

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PARTO E TRABALHO DE PARTO NORMAL

Atenção esta postagem exibem cenas fortes
Quando ocorre um acompanhamento pré-natal adequado, a gestante deve estar informada e preparada para o trabalho de parto e o parto em si.

As orientações sobre a mãe e os cuidados com o bebê, técnicas de respiração, como manejar a dor, a participação do pai e a importância de conhecer o mecanismo do parto, devem estar bem esclarecidas.
O trabalho de parto envolve várias fases e a gestante em geral dispõe de um tempo suficiente para chegar ao hospital e ter um atendimento adequado.

No final da gravidez deve manter preparada uma sacola com as suas coisas e as roupas do bebê, estar informada sobre os primeiros sinais do início do trabalho de parto, ser alertada para possíveis situações de emergência e dispor de ajuda e meios para se locomover ao seu hospital. 

Na fase precoce do trabalho de parto a gestante pode sentir uma maior pressão sobre a bexiga, pode apresentar diarréia e dor severa nas costas. As contrações, embora ainda não dolorosas, se tornam mais freqüentes. Nesse período o colo do útero amolece, iniciando o seu processo de apagamento e dilatação. Geralmente ocorre o que se chama de perda do tampão mucoso, com o aparecimento de um corrimento espesso e sanguinolento. Quando as contrações uterinas começam a ficar mais intensas e regulares, pode ou não ocorrer o rompimento da bolsa de líquido amniótico, que muitas vezes escorre pelas pernas, molhando as roupas. Na maior parte dos casos essa é a hora de chegar ao hospital.
No momento da internação hospitalar, são realizados vários procedimentos de rotina, como a medida da temperatura, da pressão arterial e da freqüência cardíaca da mãe e do feto. A gestante é instruída para permanecer deitada de lado, em jejum, podendo ingerir apenas água. Uma via intravenosa, para receber líquidos, pode ser instalada. Medidas como o enema (lavagem intestinal) e a tricotomia (raspagem dos pêlos pubianos) não são mais realizadas de rotina na maioria dos hospitais.
Quando as contrações uterinas adquirem um ritmo constante e regular, inicia-se a fase ativa do trabalho de parto. Nessa fase é importante o monitoramento adequado da freqüência cardíaca fetal, atentando para sinais que indiquem sofrimento do feto. Se as contrações se tornarem muito dolorosas pode ser necessário algum tipo de medida para aliviar a dor. A mais usada é a chamada analgesia peridural, mas esta requer centros hospitalares mais equipados e a presença de um médico anestesista. O andamento do trabalho de parto é acompanhado através de um gráfico chamado de partograma. Com isso, é possível detectar precocemente alterações que venham interferir na boa evolução do trabalho de parto, antecipando situações que podem determinar a necessidade de uma intervenção cirúrgica, conhecida por cesariana.
No final dessa fase, com o colo uterino dilatado, a gestante sente uma pressão maior no períneo e a necessidade de empurrar como se fosse evacuar. É o chamado "puxo". Na maioria das vezes a gestante é levada para uma sala onde ocorrerá o parto, a sala de parto. Colocada em uma cama especial, em posição ginecológica e com a cabeceira elevada, iniciam-se as manobras que facilitarão o nascimento. Algumas vezes pode ser necessário realizar uma pequena incisão, geralmente lateral no períneo, para facilitar a saída do bebê, chamada de episiotomia.
Em seguida ao nascimento, o cordão umbilical é clampeado e cortado. O bebê é levado para receber os primeiros cuidados por um médico pediatra e após é colocado junto à sua mãe, podendo ser amamentado imediatamente.
Enquanto isso, o médico obstetra realiza as manobras de expulsão da placenta, revisão do trajeto do parto e sutura da episiotomia.
A mãe é colocada em observação nas primeiras horas após o parto, para o controle de eventuais sangramentos e a recuperação da analgesia peridural.




Vídeo que mostra o parto Normal

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Parto cesáreo- ATENÇÃO! ESTA POSTAGEM EXIBE CENAS FORTES!

A cesariana é um procedimento cirúrgico que envolve um corte no abdômen para a retirada do bebê. O corte transversal de 10 a 15 cm é feito dois dedos acima da região dos pelos púbicos. Corte este, que abrange sete camadas até chegar ao útero. O bebê é retirado pelo médico suavemente. Posteriormente a placenta é removida e o corte é fechado com pontos.

A cesariana por ser um procedimento cirúrgico é antecedida de anestesia peridural, nessa o anestésico é injetado por fora da espinha, ou intradural, o anestésico é injetado dentro da espinha.

A cesariana geralmente ocorre após a 37a semana de gestação. Dura cerca de 1 hora. Após esse tempo a paciente permanece em observação por 1 hora antes de ir para o quarto. A alimentação é iniciada após 6 horas.

É um tipo de parto que proporciona à mulher, escolher o dia do nascimento, fazer laqueadura na mesma cirurgia, pode ser realizado no mesmo dia da internação, durante o trabalho de parto e, além disso, não sentir as dores características desse.

Embora ofereça vantagens, é um parto que requer maiores cuidados com assepsia e oferece maiores complicações, como risco de infecção materna e de o bebê apresentar problemas respiratórios, já que se trata de uma cirurgia de grande porte.

A alta hospitalar ocorre 72 horas após a cesariana.

A recuperação é bem mais demorada do que em outros tipos de parto. A mãe pode sentir dores ao rir, chorar e ficar de pé.

Para um rápido restabelecimento da mulher, os exercícios pré e pós-natal orientados são essenciais.


O número de cesáreas continua aumentando no Brasil. Resultados do estudo Saúde Brasil 2009, divulgado nesta terça (14) pelo Ministério da Saúde, mostrou que o índice de parto cirúrgico passou de 38% dos partos, em 2000, para 47%, em 2007. Alguns casos, de fato, o mais seguro para a mãe e o bebê é o parto cirúrgico. Mas muitas vezes ele é agendado sem necessidade, o que coloca mãe e filho em risco. Outro dado da pesquisa revelou que os bebês nascidos dessa forma têm mais baixo peso do que os de parto normal, o que sugere que as cesarianas não estão sendo realizadas no momento certo. E você? Sabe em quais situações a cesárea é realmente a melhor opção? Abaixo, confira uma ficha completa para entender melhor tudo sobre o assunto: 


Como e onde é feito 
Sempre no hospital (e que tenha uma maternidade separada) ou em uma maternidade e com anestesia, que pode ser a ráqui ou a peridural. A anestesia geral só acontece em casos excepcionais. É necessária uma equipe multidisciplinar, com cirurgião obstetra, auxiliar do cirurgião, anestesista, neonatologista, enfermeiras e auxiliares. Além disso, é preciso que o hospital ou maternidade tenha equipamentos para suporte à vida em situações críticas, como respirador, medicamentos, UTI neonatal e adulto e banco de sangue. É feito um corte com cerca de 8 a 10 cm no sentido transversal, na parte baixa do ventre, bem na borda dos pêlos pubianos. 


Quando é necessário 
• Quando a placenta cobre o colo do útero, impedindo a saída do bebê – a chamada placenta prévia. A cirurgia é agendada antes de o trabalho de parto ter início, para não haver risco de sangramento. O diagnóstico só acontece a partir da 30ª semana. 
• Quando há descolamento prematuro da placenta. 
• Quando a mãe tem aids. Se a carga viral for alta ou desconhecida, a cesárea deve ser agendada. Se a carga viral for indetectável, pode ser parto normal. 
• Se a mãe tem herpes genital, com uma lesão ativa até 1 mês antes do parto. Quem tem a doença pode prevenir as lesões tomando medicamentos. 
• Em alguns casos raros de doenças cardíacas. 
• Se o bebê está atravessado. Antes, o médico pode tentar ajudá-lo a ficar na posição correta. 
• Quando o cordão penetra no canal de parto antes da cabeça do bebê. Também só será possível perceber isso depois de o trabalho de parto ter começado. 
• Quando o bebê apresenta uma redução drástica no fluxo de oxigênio ou nos batimentos cardíacos. Isso acontece apenas em torno de 1% dos casos. 
• Se a abertura do colo da mãe é pequena para o bebê, algo que ocorre em menos de 5% dos partos.


Casos que devem ser estudados com o médico
• Se o bebê estiver sentado e a mulher já tiver tido parto normal antes. 
• Quando foram feitas duas ou mais cesáreas anteriores. 
• Se a mulher tem defeitos na bacia, algo que provavelmente ela já descobriu antes de engravidar, por meio de um simples exame de toque. 
• Se a criança está frágil demais, ou seja, se há retardo do crescimento. 
• Se o parto pára de progredir. Nesse caso, há recursos para estimular a continuidade, como o hormônio ocitocina. 
• Se há alteração na circulação do sangue entre mãe e bebê, medida pelo exame de dopplerfluxometria. 
• Pressão alta na gravidez (acima de 13 x 9). Em muitos casos, o ideal é acelerar o parto com o uso de ocitocina. 
• Quando a mãe tem pré-eclâmpsia, doença típica da gravidez que eleva a pressão arterial, o parto também deve acontecer rápido. Mas é possível prevenir a doença com um bom pré-natal, dieta balanceada e aspirina para quem tem risco. 


Quando a cesárea não é necessária 
• Cordão enrolado no pescoço do bebê (não importa quantas voltas), desde que o bebê esteja bem. 
• Falta de dilatação. Pode ocorrer por um distúrbio raro no colo do útero (menos de 1% das mulheres o têm), mas, na maioria das vezes, se não dilatou é porque não chegou a hora mesmo. 
• Se passou da semana número 40 da gravidez. É normal esperar até 42 semanas, monitorando o bebê. 
• Se a mulher tem mais de 35 anos. 
• Se a mulher teve uma cesárea anterior. 
• Se o trabalho de parto está demorado. A mulher pode passar vários dias sentindo algumas contrações, sem ter entrado em trabalho de parto. Os médicos só consideram trabalho de parto quando há mais de 3 cm de dilatação e contrações regulares. Aí, então, o processo pode levar entre 8 e 18 horas. 
• Bacia estreita (esses casos são raríssimos e, em geral, a mulher já descobriu a alteração antes). 
• Bebê grande demais (um bebê precisa ter mais de 4,5 quilos para ser considerado grande. É bem raro). 
• Se a mulher tem verrugas genitais, mioma ou HPV (a não ser que obstruam a passagem do bebê).

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6 dicas para cuidar da beleza durante a gravidez

Aprenda a cuidar do rosto e corpo durante a gravidez para que nenhum deles sofra heranças indesejáveis

A gravidez proporciona benefícios à beleza das mulheres, como pele viçosa e seios turbinados. Mas, apesar disso, a futura mamãe precisa aprender a cuidar do corpo e rosto durante a gestação para não sofrer de heranças indesejáveis pós-parto.

1. Rosto com proteção máxima
Os hormônios deixam a pele mais hidratada e viçosa. Você percebe a diferença a partir do quarto mês e talvez até possa comemorar o desaparecimento da acne. "Um estudo com 400 gestantes mostrou que 75% delas tiveram diminuição do problema", diz a dermatologista Isabel Martinez, da Clínica Martinez, em São Paulo. Se as espinhas não sumirem, limpeza de pele e tratamentos como peeling de cristal estão liberados depois do primeiro trimestre.


O motivo para se preocupar são as manchas. "A produção de melanina fica estimulada e altera a pigmentação da pele, favorecendo o surgimento de sinais amarronzados", afirma a médica. Capriche no protetor solar com FPS acima de 30 e evite sol. Se elas aparecerem, não fique tensa. Na maioria das vezes, somem cerca de quatro meses após o parto. "Em casos mais graves, o dermatologista pode indicar um creme clareador liberado para gestantes", garante Leandra Metsavaht, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia, em São Paulo.


2. Seios firmes
Logo no primeiro mês, os seios ficam maiores e, à medida que a gravidez avança, as aréolas escurecem (por causa do aumento de melanina) e se tornam salientes. Aproveite para usar os decotes que sempre quis e incremente sua coleção de lingeries com sutiãs confortáveis e de boa sustentação, com alças e laterais largas. Como a pele da região se distende rapidamente, há risco de as fibras se romperem, causando estrias. Por isso, capriche na hidratação com óleos e cremes à base de elastina e silício, aplicados até duas vezes ao dia. Mas não passe nada nos mamilos nem nos bicos, para não afinar a pele, prejudicando a amamentação depois.


3. Mãos e unhas a salvo
O eritema palmar (vermelhidão na palma das mãos) é comum a partir do segundo trimestre. Trata-se de um distúrbio vascular causado pela elevação dos hormônios estrogênicos, que desaparece entre seis e sete semanas depois do parto. Outra ameaça para as mãos e unhas são as infecções por fungos, vírus e bactérias, já que a imunidade diminui nessa fase. "Para se prevenir, é preciso secar bem as mãos ao lavá-las, usar luvas nos serviços domésticos e não tirar a cutícula, que é uma proteção natural", recomenda Leandra. Quanto aos esmaltes, estão liberados. Na hora de retirar, substitua a acetona por removedor hipoalergênico.


4. De pernas para o alto
Elas merecem atenção especial para que você não sofra com inchaço, celulite e varizes. As últimas são o problema mais preocupante e têm como causa dilatação das veias e aumento do sangue em circulação. "O excesso de peso agrava o risco, principalmente para quem tem predisposição genética", alerta a angiologista Renata Viera de Mello, do Centro Médico Barra Shopping, no Rio de Janeiro.


Para se precaver, procure engordar apenas o indicado pelo médico, evite passar muitas horas em pé ou sentada e faça repousos diários com as pernas elevadas. Se o médico recomendar meias elásticas, adote-as. Do segundo trimestre em diante, com autorização do obstetra, as massagens, como drenagem linfática, podem entrar em cena. Elas descansam, diminuem o inchaço, melhoram a circulação e previnem contra celulite. Em casa, a aplicação de cremes e óleos em movimentos ascendentes antes de dormir ativa a circulação e alivia tensões.


5. Mais conforto para os pés
Os pés sofrem com a retenção de líquido desde o início da gravidez, e o inchaço se agrava no terceiro trimestre. Para piorar, o aumento de peso predispõe a fissuras nos calcanhares e a queda de imunidade favorece micoses. Sapatos adequados farão um bem imenso até para o seu humor. "Opte por modelos de bico arredondado, salto de até 3 centímetros, boa forração interna e sem costuras, que causam atritos e a formação de calos", receita Aparecida Maria Bombonato, coordenadora do curso técnico de podologia do Centro Universitário Senac.


Dependendo do inchaço, compre sapatos um número maior - é provável que você continue a usá-los ainda nas primeiras semanas após o parto. Evite sandálias, principalmente rasteiras, pois favorecem as rachaduras. Descarte calçados de material sintético, que não permitem boa respiração e propiciam alergias e a proliferação de fungos. Depois do banho, seque bem os pés. Um hidratante mentolado ou óleos de amêndoa e de semente de uva completam os cuidados e combatem as rachaduras. "O inchaço também facilita o encravamento das unhas. Como a barriga atrapalha na hora de cortá-las, vale a pena visitar o podólogo  quinzenalmente", completa Aparecida.


6. Muito creme na barriga
Orgulhe-se do barrigão e valorize-o com roupas que realçam a silhueta. Afinal, agora ele é o centro das atenções. Mas não relaxe com a hidratação e a nutrição da pele da região, que fica altamente sujeita a estrias, devido ao estiramento excessivo. Apesar de o terceiro trimestre ser o mais crítico, os cuidados devem estar presentes desde o início da gravidez. "Só um aviso: gestantes não podem usar substâncias antiestrias, como o ácido retinoico, nem hidratantes à base de ureia, que têm ação mais intensiva", lembra Leandra. Então, lambuze-se desde cedo com os cremes especiais para grávidas.

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Conheça 3 fatores que podem colocar a fertilidade em risco

As chances de ficar grávida caem com o tempo, você sabe. Mas a idade não é o único obstáculo para o sonho de ser mãe...

Stress
Ele afeta a região cerebral que controla os hormônios sexuais (por isso, interfere nos ciclos menstruais e na ovulação) e dificulta a formação e a liberação do óvulo. Um estudo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, comprovou ainda que, tenso, o organismo libera alfa-amilase, substância que reduz a produção do hormônio progesterona, que regula a menstruação.

Obesidade
"O excesso de peso está associado a menstruação irregular, interrupção da ovulação e aumento dos níveis hormonais, fatores de dificultam a gravidez", avisa o médico especialista em reprodução humana Marcello Valle, do Rio de Janeiro.

Antioxidantes
Um estudo israelense revelou que esses exterminadores de radicais livres alteram a atividade dos ovários e a fabricação de óvulos em camundongos fêmeas. Faltam pesquisas associando infertilidade e suplementos antioxidantes, mas os especialistas defendem a hipótese, já que ovulação e inflamação (alvo deles) são mecanismos semelhantes.  

Mas para ter um disgnóstico preciso, procure um ginecologista de sua confiança e realize os exames necessários.

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Sexo na gravidez

Anda desanimada com sua vida sexual agora que está grávida ou meio sem ideias de como ter e dar prazer com aquela barriga no meio do caminho? Em uma pesquisa realizada pelo BabyCenter Brasil sobre sexo na gravidez, nossas leitoras compartilharam sugestões de como adaptar o sexo às mudanças físicas e emocionais da gestação. 


Basicamente elas disseram: seja criativa, ouça seu corpo e faça aquilo que tiver vontade (e possibilidade!). Não tenha medo de machucar o bebê, porque ele está bem protegido pela placenta e o líquido amniótico -- somente em casos de complicações ou gestações de risco é que os médicos aconselham a abstinência sexual. Na dúvida, converse com o obstetra, para que possa relaxar e curtir da melhor maneira que der. 


Veja a seguir as dicas


1. "Ir para a cama cedo, principalmente se a gestante tem que acordar cedo para trabalhar, daí sobra um tempinho para o casal ficar mais junto." 


2. "Sexo oral é maravilhoso, assistir a um filme erótico junto com o parceiro, e muitos beijos e carinhos." 


3. "Provoque seu parceiro com carícias onde ele mais gosta." 


4. "Para melhorar, é recomendável o uso de lubrificante à base de água." 


5. "Relaxar e deixar as coisas acontecerem. Se sentir algum desconforto, avise, mas tente continuar de outra forma. Não perca o ritmo, senão após o nascimento a retomada será mais difícil." 


6. "Vale a pena investir em um bom motel, com uma bela decoração, e muita vontade de fazer amor!" 


7. "O respeito na vida do dia-a-dia, para poder brincar, acariciar sem medo de ferir. Aquela passadinha de mão no bumbum é ótima..." 


8. "Tentar manter a forma, perguntar o que o parceiro deseja e valorizar o momento do sexo." 


9. "Deixe os tabus de lado e tente ser feliz usando a criatividade de vocês." 


10. "Com o passar do tempo, passamos a tornar mais leves os movimentos." 


11. "Use lingerie sexy." 


12. "Ver um filme pornográfico ajuda a ter estímulo mesmo estando exausta." 


13. "A mulher precisa aprender a apreciar a beleza do corpo feminino na gravidez para se sentir atraente e segura, e isso irá se refletir na maneira como o parceiro a encara e encara o momento." 


14. "Explorar mais o sexo anal." 


15. "Ter mas intimidade. Um banho a dois sempre resolve." 


16. "Se cuidar: alimentação, roupas adequadas, maquiagem...Faz a mulher se sentir mais sexy." 


17. "Se não tiver penetração, pode ser toques. Nada melhor do que uma boa mão…" 


18. "De lado e por cima fica mais fácil, mas dá para ir fazendo todas as outras." 


19. "De vez em quando a maneira mais rápida possível!" 


20. "Penetração por trás ou posição de quatro com ele por trás." 

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A mala da maternidade

O que levar para você 
• Camisolas ou pijamas com abertura na frente para facilitar a amamentação (pelo menos três -- eles podem sujar por causa do sangramento pós-parto) 

•Penhoar para andar pelos corredores do hospital depois do parto e para receber visitas 

• Chinelo ou sandália de dedo 

• Meias 

• Sutiã de amamentação 

•Conchas ou absorventes para os seios 

• Produtos de higiene pessoal como escova, xampu, condicionador, sabonete, escova de dentes e pasta (a maternidade pode até oferecer, mas você vai preferir os produtos a que já está acostumada). Leve também um batonzinho, afinal vai ser inevitável você sair nas fotos e filmagens. 

• Absorventes -- lembre-se de que é normal ter sangramento depois do parto (tanto vaginal como cesárea). Os hospitais costumam fornecer absorventes, mas leve pelo menos uma embalagem do tipo noturno, se você tiver uma marca preferida. 

•Roupas para a saída do hospital que sejam folgadas e bem confortáveis, já que a barriga de grávida não some de um dia para o outro! 

• Máquina fotográfica e pilhas extras 

• Filmadora e carregador de bateria, se tiver 

• Livros e revistas 

• Lembrancinhas e enfeite de porta, se tiver preparado esses itens com antecedência. Se não, não se preocupe, eles não são essenciais. 

• Lista com os telefones das pessoas a serem avisadas do nascimento 
A malinha do bebê 
Não se preocupe com as fraldas descartáveis, que costumam ser cedidas pelas maternidades e hospitais. Você vai precisar levar: 

• 6 macacões tamanho RN 

• 6 bodies ou camisas tipo pagão 

• 6 calças com pé (mijão) 

• 1 manta de algodão 

• 2 xales de linha ou lã (pode ser um só, especialmente se estiver calor) 

• 2 casaquinhos de lã, de preferência com botões na frente e que não tenham que passar pela cabeça 

• Fraldas de tecido para apoiar no ombro ao colocar o bebê para arrotar 

• 6 paninhos de boca 

• 6 pares de meias, se estiver muito frio 

É bastante roupa, mas os hospitais pedem roupinhas reservas para garantir que não haja imprevisto. 

Lembre-se de lavar tudo antes com sabão de coco ou neutro e de separar as roupas que sejam adequadas para a época do ano. É verdade que os bebês ao nascer precisam ser mantidos em temperatura mais quente, mas não exagere nos agasalhos, porque eles podem deixar seu filho desconfortável. Se estiver na dúvida, peça orientação às enfermeiras da maternidade nas primeiras trocas. 

As maternidades preferem que os bebês não usem lacinhos nem pulseirinhas, que podem acabar se perdendo nas trocas. 

Atenção: Além da mala, na hora de sair de casa há outros itens que você deve se lembrar de pegar. Faça uma lista e deixe bem visível para verificar, na pressa de sair, se não esqueceu nada: 

• carteirinha do plano de saúde 

• cartão de pré-natal ou carta do médico com informações do pré-natal 

• documentos pessoais. 

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Pés e mãos inchados

Ponto principal: o inchaço é um efeito colateral normal da gravidez, é temporário e vai melhorar, um pouco depois do parto. 

Por que meus tornozelos e dedos do pé estão inchados? 
O nome técnico desse inchaço você está tendo é edema; ele é resultado do sangue a mais que circula no seu corpo durante a gestação. 

O útero maior pressiona as veias pélvicas e a veia cava (uma grande veia na parte direita do seu corpo que recebe sangue dos membros inferiores), desacelerando a circulação e fazendo com o que o sangue se acumule. 

A pressão do sangue preso faz com que água desça para os tecidos dos pés e tornozelos. Essa água é líquido que está no seu corpo de qualquer forma, mas acaba sendo movimentado. 

Outro problema é que muitas mulheres grávidas também retêm líquido, o que contribui ainda mais para o inchaço. 

O calor também favorece o inchaço. Normalmente quem tem bebê no final do verão acaba ficando mais inchada que quem chega ao final da gravidez no inverno. 

O edema é uma coisa bem normal e comum entre as grávidas. Porém, se você apresentar um inchaço acentuado ou repentino nas mãos e no rosto, fale com seu médico, porque isso pode ser um sinal de pré-eclâmpsia, um problema grave. 


O que posso fazer para minimizar o inchaço? 
Veja algumas dicas: 

• Sente-se com os pés elevados sempre que possível. Em casa, coloque os pés em cima do sofá ou use um banquinho. Quando estiver no trabalho, se não houver um banquinho disponível, empilhe revistas ou livros embaixo da sua mesa. Ao tirar uma soneca, procure deitar sobre seu lado esquerdo. 

• Coloque uma meia-calça com alguma compressão antes mesmo de sair da cama de manhã para prevenir que o sangue se acumule ao redor dos tornozelos. 

• Beba bastante água. Pode parecer estranho, mas quanto mais líquido se bebe menos água o corpo retém. 

• Pratique exercícios regularmente, especialmente caminhadas, natação, hidroginástica ou bicicleta ergométrica. 

• Coma bem e evite alimentos com alta concentração de sódio, como os salgadinhos de pacote, frituras, comidas congeladas industrializadas e sopas prontas, azeitonas e embutidos. Também evite o excesso de açúcar. 

O inchaço também pode fazer você ter dor e dormência nas mãos.


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Varizes

Pontos principais: as varizes são comuns e desconfortáveis, mas, na maioria dos casos, não chegam a ser prejudiciais ao seu corpo. Exercícios, uma boa dose de líquidos e meias elásticas podem ajudar a controlá-las. 

Por que estão aparecendo varizes nas minhas pernas? 
As varizes surgem ou ficam piores durante a gravidez devido à pressão do útero em crescimento sobre as veias pélvicas e a veia cava inferior (uma grande veia da parte direita do corpo que recebe sangue dos membros inferiores e de boa parte dos órgãos pélvicos e abdominais). Isso aumenta a pressão nas veias das pernas e leva ao aparecimento das varizes. Com o desenvolvimento do bebê e do útero, essas veias tendem a se tornar ainda mais evidentes. 

A elevação nos níveis de progesterona também provoca o relaxamento das paredes dos vasos sanguíneos. Com isso, veias "azuladas" ou com um aspecto mais inchado podem aparecer sob a pele, causando alguma dor ou, em muitos casos, nenhum incômodo. 

As varizes tendem a melhorar uma vez que o bebê nasça. Diversos fatores, incluindo histórico familiar e obesidade, contribuem para a formação das varizes. 

As varizes da gestação são mais comuns nas pernas, embora possam ser observadas em qualquer parte do corpo. Tecnicamente, as hemorróidas são varizes na área do reto. Além disso, algumas mulheres apresentam varizes na vulva (área em volta da vagina) quando estão grávidas. 

É possível impedir o aparecimento de varizes? 
Se não dá para evitar completamente, pelo menos dá para minimizá-lo. O primeiro passo é evitar pressão demais nas pernas durante a gravidez. Incorpore alguns hábitos descritos abaixo ao seu dia-a-dia, mesmo antes de ter o problema: 

• Exercite-se diariamente -- vale até uma caminhada em ritmo mais acelerado em volta do quarteirão. 

• Eleve seus pés e pernas sempre que possível: mantenha um banquinho ou uma caixa embaixo da sua mesa, e, quando estiver em casa, tente deitar sobre seu lado esquerdo, com os pés elevados por um travesseiro (e coloque outro nas costas para se manter nessa posição virada). Como a veia cava inferior fica do lado direito, ao se deitar do esquerdo, você alivia a pressão do útero contra a veia, diminuindo assim a pressão nas extremidades inferiores. 

• Coloque meias elásticas ao acordar. Ao fazer isso antes de pôr os pés no chão, você impedirá acúmulo de sangue nas pernas. Guarde as meias em um criado-mudo próximo, assim elas estarão acessíveis para você vestir antes de se levantar. Caso você tenha um problema de varizes mais grave, seu médico poderá indicar meias elásticas de maior compressão -- fique prevenida de que elas são bem grossas e podem incomodar durante o verão. 

• Não fique de pé por períodos prolongados. 

• Não cruze as pernas ao sentar (depois de certa altura você já não ia conseguir esse feito). 

• Saiba que o ganho excessivo de peso pode contribuir para o aparecimento de varizes. 

É grave ter varizes? 
As varizes podem coçar e até doer, mas sua pior consequência é mesmo na vaidade das mulheres. É improvável que causem problemas circulatórios crônicos ou levem a coágulos de sangue (trombo). Somente cerca de 5 por cento das pessoas que já apresentam varizes desenvolvem pequenos coágulos de sangue nas veias. 

Se você notar vermelhidão e sensibilidade na superfície das varizes, além de febre, dor nas pernas ou taquicardia, fale com seu médico o mais rápido possível. Em uma pequena porcentagem dos casos, taquicardia e/ou falta de ar repentina podem ser sinais de embolia pulmonar (quando um coágulo migra para os pulmões). Caso tenha tais sintomas, vá para o pronto-socorro mais próximo. 

Tem jeito de acabar com as varizes? 
Às vezes as varizes melhoram por conta própria três ou quatro meses depois de o bebê nascer. Mas, se as veias mais saltadas se tornarem um problema, dá para operá-las. Um conselho: caso queira fazer tal cirurgia, vale a pena esperar primeiro para ter todos os filhos que você deseja, porque, infelizmente, as varizes tendem a piorar a cada nova gravidez.


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Quanto tempo é normal um parto normal demorar?

Do momento em que o trabalho de parto entra na fase ativa, ou seja, com contrações regulares com intervalo de cerca de 5 minutos ou menos, é normal que o parto vaginal de uma mulher que está tendo seu primeiro filho demore cerca de 15 horas, mas esse tempo pode variar muito. 

Basta dar uma lida nas histórias de parto do BabyCenter para ver que algumas mulheres têm um parto do tipo "vapt-vupt", em apenas algumas horas, e outras demoram até mais que 15 horas. 

As contrações da fase ativa são bem diferentes das contrações da fase bem inicial, fase essa que pode durar dias sem que "nada aconteça" em termos de dilatação do colo do útero. São contrações irregulares que variam em intensidade e duração, e que costumam deixar a futura mãe bastante ansiosa. 

Na fase ativa, as contrações são rítmicas, coordenadas, duram cerca de 1 minuto e vêm com um intervalo de 5 minutos ou menos. A expectativa, a partir deste momento, numa primigesta (mãe de primeira viagem), é que o colo do útero leve uma hora e meia para dilatar cada centímetro. A dilatação total é de 10 centímetros, e aí o bebê já pode nascer. 

No ambiente hospitalar existem alguns recursos que ajudam a acelerar o trabalho de parto, como: o uso do hormônio ocitocina em soro endovenoso, que ajuda a intensificar as contrações, o rompimento da bolsa, quando esta ainda está integra, e a analgesia (remédios para diminuir a dor), que pode ajudar no relaxamento do colo, resultando em maior dilatação. 

Com isso o tempo de trabalho de parto pode cair até pela metade. 

Em mulheres que já tiveram um parto normal, o trabalho de parto costuma ser mais rápido que o primeiro. 

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Cinco mitos sobre a paternidade


Mitos e verdades 
Se você é como a maioria dos pais de primeira viagem, deve estar com algumas idéias na cabeça um tanto equivocadas sobre o significado da paternidade. Esses conceitos são baseados em experiências com seu próprio pai e em atitudes que você acredita serem esperadas pela sociedade. Infelizmente, há poucos recursos disponíveis para ajudar os homens a processar tais assuntos ou para colocar tantos mitos em xeque. Mesmo assim, quanto mais você examinar e buscar entender suas expectativas sobre a paternidade, mais chances terá de se tornar o pai que deseja.

Talvez o maior dos mitos seja o de que há apenas uma definição do que é ser um "bom pai". A questão é que a paternidade não é nenhuma entidade imutável. Você tem o poder de fazer dela o que quiser para atender às suas necessidades, assim como as da sua família. E o melhor de tudo é que tem tempo para isso. Da gestação aos primeiros anos de uma criança, os homens mudam e desenvolvem uma identidade única como pais. Veja a seguir outros cinco mitos sobre a paternidade e a verdade escondida por trás deles.

Mito 1: Só os sentimentos da gestante é que contam 
As incríveis mudanças no corpo de sua parceira durante a gravidez e os preparativos para o parto podem fazer com que se acredite que somente os sentimentos dela importam neste momento. A preocupação com o bem-estar físico e mental da mulher na gravidez é importante, assim como depois que o bebê nascer, o que não quer dizer que os sentimentos do pai não sejam também.

É mais fácil para um futuro papai falar todo animado sobre os aspectos positivos das mudanças que vêm pela frente. Bem mais complicado é dar voz à inevitável sensação de temor e apreensão. Será que vou desmaiar na hora do parto? Será que vai haver alguma complicação? Será que nosso relacionamento vai mudar? Será que a chegada de um filho não vai atrapalhar minha carreira?

É importante que sua parceira saiba dos seus receios. Muitos pais não compartilham medos sobre a gravidez e a chegara do bebê com as mulheres para poupá-las de mais preocupação. A verdade é que a maior parte das mulheres quer esse tipo de interação. Conversas sinceras e abertas só vão aproximar vocês dois.

Não deixe também de conversar com amigos que estejam passando ou já tenham passado pela experiência.

Mito 2: Recém-nascidos não precisam dos pais 
A forte ligação entre sua parceira e o bebê, especialmente se ele estiver mamando no peito, poderá deixar você se questionando se afinal de contas vai servir para alguma coisa. Saiba que sim.

Você é uma pessoa importante na vida do neném e traz conforto e segurança a ele. Para criar um vínculo especial com seu filho, segure-o no colo, nine-o, converse com ele ou cante uma música -- só espere para fazer isso depois das mamadas, assim a atenção dele será total. Além de ter momentos especiais com o bebê, você também estará ajudando a dar um tempo para sua parceira descansar e recuperar as energias depois de amamentar.

Você pode ajudar a alimentar o bebê se sua parceira ordenhar o leite para colocar em uma mamadeira ou copinho, ou se vocês, junto com o pediatra, tiverem decidido complementar a alimentação com fórmula láctea.

Mito 3: Homens não sabem cuidar de bebês
Esta é uma grande mentira que impede pais de terem uma relação próxima com os bebês e causam ansiedade nas mães, que temem que os homens não sejam capazes de lidar com recém-nascidos. No mundo de hoje não faltam exemplos de homens que cuidam de bebês sozinhos.

Pais e mães aprendem a atuar como tal no dia-a-dia, pela vivência e pelo contato com as crianças. Se dedicar tempo para seu filho, você naturalmente aprenderá a reconhecer as necessidades dele.

Mito 4: Homens que se dedicam aos filhos não estão bem na carreira 
Muitos homens cresceram com o conceito de que seu valor era basicamente medido pelo trabalho. Mas essa verdade, que já foi absoluta, começa a mudar, e alguns homens estão trocando as conquistas profissionais por mais tempo com a família, por enxergar aí a fonte de sua satisfação pessoal, e não porque simplesmente suas carreiras já não iam bem mesmo.

Hoje em dia, mais homens do que nunca sentem que ser bons pais é uma conquista significativa por si.

Mito 5: Você está destinado a ser um pai igual ao que teve 
Seu próprio pai vai adquirir novos significados quando você se tornar pai. É natural pensar em sua história e acreditar que, por bem ou por mal, seguirá os passos do seu pai. Mas não tem que ser assim. Seu pai é uma das influências sobre o tipo de pai que você será, porém não a única.

Pense em todas as pessoas que afetaram sua vida ao longo do tempo, de professores a amigos, tios e irmãos, e crie sua própria identidade paterna.

Basta ver como cada lugar do mundo encara a paternidade de uma forma diferente. Em algumas culturas africanas, por exemplo, "pai" é na verdade um grupo de homens, não um indivíduo. A paternidade é socialmente construída, baseada nas necessidades dos integrantes de um determinado local, em um determinado momento histórico. Foi assim com nossos pais. Para eles, ser bom pai era, acima de tudo, ser bom provedor e não deixar faltar casa, comida e educação para os filhos. Os homens agiam conforme o que parecia ser melhor dadas as demandas sociais e familiares da época.

Você também fará esse tipo de escolha. Procure enxergar a paternidade como um papel a ser desempenhado diariamente, conforme você explora as possibilidades da vida. Pegue as experiências positivas de sua própria família e acrescente novas por conta própria. Leia mais sobre como se inspirar se você não teve um superpai.

Como questionar os mitos da paternidade 
1. Reflita sobre como a paternidade está afetando você. Compartilhe impressões com sua parceira e amigos que estão na mesma situação.

2. Pegue, acarinhe, nine e conforte seu recém-nascido desde a hora em que ele nascer.

3. Aprenda a trocar fraldas, dar banhos, alimentar seu filho e ser parte da rotina dele.

4. Pense nas concessões profissionais que está disposto a fazer para ter mais tempo para seu filho. Isso é algo que leva tempo.

5. Aproveite as boas qualidades do seu próprio pai, de professores, amigos e parentes para se espelhar e criar sua identidade paterna. Qualquer pessoa que teve um impacto positivo na sua vida pode ser um modelo a seguir.

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É verdade?

É verdade que se sua mãe teve uma cesariana você provavelmente terá também?


Não, não há risco hereditário de uma mulher ter que fazer uma cesariana só porque foi esse tipo de parto que a mãe teve.


O único motivo para uma grávida passar por uma cesárea como a mãe é se compartilhar com ela os fatores médicos que levaram à decisão sobre essa forma de parto, como gestação de gêmeos ou mais, bebê grande demais para passar com segurança pela bacia, problemas de placenta ou estresse fetal.


Resumindo: não há razão direta entre o fato de uma mãe ter tido a cesariana e a filha ter que ter também. Para não ficar nutrindo medos à toa, o melhor é conversar com seu médico sobre suas dúvidas sobre o parto e sobre a melhor forma de se preparar para o que vier pela frente.

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Cesariana

O que é uma cesariana? 
Cesariana é uma cirurgia em que o obstetra realiza uma incisão no abdome e no útero da mulher para retirar o bebê através desse espaço. 

No Brasil, em torno de 50 por cento dos partos realizados são cesarianas -- e se só a rede particular for considerada, as cesáreas chegam a até 90 por cento em alguns hospitais. É uma proporção muito maior que os 10 a 15 por cento de cesarianas recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Cesáreas são consideradas operações abdominais de grande porte, daí gerarem mais riscos do que o parto vaginal. Mulheres que passam por cesarianas são mais suscetíveis a infecções, sangramentos excessivos, dores pós-parto e período de recuperação mais longo. 

Outro senão é que elas aumentam o risco futuro, em caso de novas gestações, de complicações como placenta prévia. Apesar disso, nem toda cesariana deve ser evitada, já que muitas vezes ela é necessária pelo bem da mãe, do bebê ou de ambos. 

Quando a cesariana é necessária? 
Algumas mulheres já sabem que vão precisar de uma cesárea logo de cara, por apresentar alguma complicação. Em outros casos, a decisão pode ocorrer somente durante o trabalho de parto. 

Veja abaixo algumas condições em que uma cesariana costuma ser previamente programada: 

• O bebê está em posição sentada ou de lado; ele apresenta alguma doença ou anormalidade já conhecida. 

• Gestação de três ou mais bebês ao mesmo tempo. 

• A mãe está com uma erupção de herpes genital, infecção que pode ser transmitida ao bebê em caso de parto vaginal. 

• A mãe tem placenta prévia (que ocorre quando a placenta se implanta em um local tão baixo do útero que bloqueia a saída do bebê) ou descolamento prematuro da placenta (a placenta se separa da parede uterina antes da hora, colocando o feto em risco). 

• A mãe tem piora em um estado de pré-eclâmpsia, o que torna arriscado esperar por um parto normal. 

• Histórico materno de cirurgias uterinas invasivas ou de cesáreas anteriores (mais de uma). 

• Problemas de coluna ou de quadril que impossibilitem a mulher de ficar em posição ginecológica. 

Vários motivos levam a uma cesariana de última hora, decidida depois que o trabalho de parto já começou. Sempre que há uma situação crítica, a cesariana é o modo mais rápido de tirar o bebê a salvo, como nas seguintes hipóteses: 

• A frequência cardíaca do bebê está irregular, o que indica que ele talvez não consiga passar por um parto vaginal. 

• Prolapso do cordão umbilical -- o cordão aparece antes do bebê, o que o deixa vulnerável a ser comprimido durante o parto, levando a um possível corte de sua fonte de oxigênio. 

• A placenta se descolou. 

• O bebê não está se movimentando pelo canal do parto porque o colo do útero parou de dilatar ou por alguma outra razão. 

Quais são os preparativos para uma cesariana? 
Geralmente, quando a cesariana já está marcada, os médicos recomendam que não se coma nada cinco horas antes do parto. É bom confirmar isso com o obstetra com antecedência e perguntar também sobre beber água ou outros líquidos. 

Uma vez no hospital, sua roupa é trocada por um avental hospitalar, e os pelos da região onde é feito o corte da cesárea são raspados. Você tem que tirar anéis, brincos, pulseiras e até piercings (de qualquer parte do corpo). Você não pode estar excessivamente maquiada e nem com esmalte escuro na mão, para que sua pele possa ser monitorada durante a operação. 

Outra coisa que tem que tirar é lentes de contato e óculos. No caso dos óculos, peça para o seu parceiro ou acompanhante segurá-los, assim você pode colocar de volta depois para ver o bebê. 

Lembrando que é direito da grávida ter um acompanhante na hora do parto, a menos que exista alguma emergência médica que impeça a presença de uma pessoa indicada (homem ou mulher). 

Leia mais sobre o que acontece em um relato de cesariana contado por um papai. 

Como é uma cesariana? 
Na maioria das cesarianas é realizada uma anestesia peridural ou raquidiana, ou ainda uma combinada, para que a mãe possa permanecer acordada e acompanhar a chegada do bebê. 

Além da anestesia, são colocados uma sonda para urina e soro intravenoso (para administração de soro ou remédios, se necessário). A frequência cardíaca da mãe é acompanhada por um monitor, e a área abaixo dos seios é isolada por um protetor durante a cirurgia. 

Uma vez que a anestesia esteja pronta, o obstetra faz um pequeno corte horizontal na pele acima do osso púbico da mãe, um pouquinho embaixo da "linha do biquíni", e, em seguida, um outro na parte inferior do útero. Várias camadas de tecido e músculo são abertas para se chegar até o útero. O corte no útero mesmo geralmente é bem pequeno. 

O bebê é então retirado. Tudo isso em poucos minutos. Você pode se surpreender com o estica-e-puxa para tirar o bebê -- não dói, mas é uma sensação no mínimo diferente. E não é incomum o anestesista ou algum enfermeiro ajudarem empurrando o bebê por cima da barriga. Não se assuste. 

Um pediatra vai rapidamente avaliar o recém-nascido, que será então mostrado a você. Se estiver tudo bem, o papai pode segurar a criança enquanto a placenta também é retirada e os pontos são dados em cada uma das camadas de músculo e pele, o que leva cerca de 30 minutos (demora mais tempo para fechar do que abrir para a cirurgia). 

Pulseiras de identificação serão colocadas no bebê ainda na sala de parto, e você e seu parceiro poderão conferi-las. 

O que acontece depois da cesariana? 
Quando a cesárea termina, a mãe é transferida para uma sala de recuperação, enquanto o bebê vai para o berçário, onde será identificado e colocado em uma incubadora ou berço aquecido por algumas horas. 

Muitas mulheres sentem muito frio nessa hora devido à queda de temperatura do corpo durante a operação. Isso porque a anestesia afeta a capacidade do organismo de regular a temperatura, e também porque as salas de operação são mantidas mais frias. A tremedeira pode deixar você nervosa, mas tente se lembrar que não é nada fora do normal e que passa em cerca de meia hora. 

Depois, uma enfermeira trará seu filho até você e a ajudará a amamentar. Às vezes é mais confortável ficar deitada de lado e colocá-lo assim também, cara a cara com você. 

Após uma cesariana, costuma levar algum tempo para as mulheres encontrarem posições confortáveis para a amamentação, mas vale a pena insistir, já que só tende a melhorar. 

E se eu não quiser me submeter a uma cesariana? 
O importante, antes de tomar a decisão, é conhecer bem os dois tipos de parto, para saber o que acontece em cada um (na cesariana e no parto vaginal), e conversar bastante com várias pessoas sobre o assunto. 

Se sua maior preocupação é a dor, saiba que é difícil escapar totalmente dela, em um ou outro caso, antes ou depois do parto. Você também pode trocar ideias com suas amigas e ler histórias de parto para sentir como as coisas acontecem na vida real. 

Há algumas maneiras de tentar reduzir as chances de você ter que passar por uma cesárea: 

• Descubra qual a linha de conduta do seu obstetra e, se achar que ele é "cesarianista" demais, procure outro assim que puder. De preferência, essa conversa deve acontecer antes mesmo da gravidez. 

• Mantenha-se saudável durante a gestação, comendo bem, praticando exercícios e descansando bastante, para quando o trabalho de parto começar, você estar nas melhores condições possíveis. 

• Descubra qual é porcentagem de cesáreas na sua região; se tiver como escolher o hospital ou maternidade em que terá o bebê, compare essa porcentagem em cada um deles. 

• Considere o acompanhamento da gravidez e do parto por uma obstetriz, já que pesquisas indicam que a participação delas está ligada a uma incidência menor de cesáreas. Os planos de saúde estão começando a cobrir o trabalho desses profissionais. Informe-se a respeito. 

• Deixe claro para o seu obstetra que gostaria de tentar o parto vaginal. 

• Durante o trabalho de parto, fique em uma posição ereta pelo maior tempo possível. Andar e permanecer de pé ajudam a acelerar o processo, fazendo com que as contrações sejam mais fortes, longas e eficazes. Mesmo a posição sentada é melhor do que a deitada para diminuir significativamente o tempo de trabalho de parto. 

• Exercite sua paciência. "Para ter parto normal é preciso ter paciência, tanto para esperar entrar em trabalho de parto, como para o trabalho de parto em si. Exercite sua calma durante toda a gestação", diz a obstetra Eleonora Fonseca, do Conselho Médico do BabyCenter Brasil. 

A cesariana tem riscos? 
Os médicos sempre dizem que toda cirurgia tem riscos, e a cesariana é uma cirurgia. Há risco maior de infecção pós-parto, por exemplo, ou de problemas na cicatrização (como a formação de hérnias ou quelóides), e até de acidentes cirúrgicos. Por outro lado, trata-se de um procedimento rotineiro e relativamente simples, que na maioria das vezes transcorre sem problemas. 

Mulheres que tenham uma camada mais espessa de gordura na barriga (que já eram obesas antes da gravidez) podem enfrentar mais dificuldade na cicatrização do corte. E como geralmente a idade gestacional não pode ser calculada com precisão absoluta, porque a mulher nunca sabe exatamente quando ovulou, existe um pequeno risco de o bebê nascer antes do tempo se a cesariana é marcada com antecedência -- o que pode causar problemas respiratórios devido à imaturidade dos pulmões. 

Alguns especialistas acreditam também que a ação dos hormônios envolvidos no trabalho de parto 
evite dificuldades respiratórias no bebê. 

Meu primeiro filho nasceu de cesariana. Posso ter o próximo de parto normal? 
Ter tido uma cesárea não quer mais dizer necessariamente ter outras no futuro. Na realidade, cerca de 70 por cento das mulheres que tentam o parto vaginal depois de uma cesariana são bem-sucedidas. 

As incisões horizontais das cesáreas atuais ajudaram enormemente a reduzir o risco de futuras rupturas de útero, a grande preocupação dos médicos no caso de parto normal pós-cesariana. Antigamente, o corte era feito na vertical, o que favorecia essa complicação. 









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