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Cera de ouvido: O que é normal e o que não é (0 a 1 ano)

Por que a cera se acumula no ouvido?
A cera de ouvido (também conhecida como cerume ou cerúmen) é uma substância natural que ajuda a manter o ouvido saudável. As glândulas ceruminosas que ficam no ouvido secretam a substância, que impede a entrada de poeira, sujeira e outras partículas prejudiciais no canal do ouvido, lubrificando o conduto auditivo e formando uma barreira contra a invasão por microorganismos. O cerume protege em especial da chamada otite externa (ou "otite de verão"), que é a infecção da pele do conduto auditivo, ou orelha externa.

Normalmente, a cera se acumula, depois resseca naturalmente e sai para o ouvido externo, onde é expelida. Isso quer dizer que o ouvido é "autolimpante". Às vezes, no entanto, a cera se acumula demais, e o corpo não consegue eliminá-la. Uma das razões pode ser o uso do cotonete, que acaba empurrando a cera que seria eliminada de volta para dentro, o que forma uma "rolha".
 

Em que casos a cera de ouvido se torna um problema?
Quando o canal do ouvido de uma criança fica entupido de cera, podem surgir problemas como:

• diminuição da audição devido ao bloqueio
• desconforto na região
• dor de ouvido
• presença de barulhos dentro do ouvido
• coceira

A cera de ouvido por si só não provoca febre nem os distúrbios do sono associados às otites. Mesmo que haja cera no ouvido do seu filho, e que você desconfie que ela precise ser retirada, não faça isso sozinha. Não use cotonetes no bebê, a não ser para limpar a parte externa da orelha. Caso você ache que seu filho está com cera demais, converse com o pediatra ou marque uma consulta com um otorrinolaringologista.
 

Como distinguir o acúmulo de cera de uma otite?
Pode ficar difícil distinguir, porque um bebê com o ouvido entupido de cera pode esfregar as orelhas ou enfiar o dedo no ouvido, exatamente como se estivesse com uma infecção. Mas vale repetir que a cera sozinha não causa febre. O acúmulo de cera pode ser visto só olhando de fora. Pode haver também um muco amarelo ou marrom. (Quando há uma infecção, essa secreção é aquosa, ou purulenta, ou ainda com traços de sangue.) O ideal é levar o bebê ao médico para que ele o examine com os instrumentos adequados.
 

Como o excesso de cera é eliminado?
O uso de cotonetes é perigoso, pois pode provocar uma perfuração no tímpano, além de empurrar mais ainda a cera acumulada para dentro do canal do ouvido.

O melhor meio de limpar a parte externa da orelha do bebê, para não cair em tentação de limpar lá dentro "só um pouquinho" com o cotonete, é com uma fraldinha molhada.

Caso o pediatra ou o otorrino detectem excesso de cera no canal, farão um procedimento simples para soltar a cera e desentupir o ouvido. O processo não é doloroso, embora seu filho possa achá-lo desconfortável. A limpeza pode ser feita com soro fisiológico aquecido ou com pinças, com muito cuidado. Ela só deve ser feita por médicos especializados que tenham experiência com crianças.

Algumas pessoas têm mais tendência a apresentar o problema. Se o acúmulo de cera começar a se repetir com frequência com seu filho, o pediatra ou o especialista poderão orientá-la a tomar medidas de limpeza simples em casa.
 

Há algum meio de prevenir o acúmulo de cera?
A cera de ouvido tende a se acumular quando a pessoa está desidratada, portanto dê sempre bastante líquido ao seu filho.


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Como cuidar do umbigo do bebê

Por que os bebês ficam com o coto do cordão umbilical?
O cordão umbilical ligava o bebê à placenta dentro do útero, e era o responsável pelo transporte dos nutrientes e do oxigênio necessários à sobrevivência dele.

Quando o bebê nasce, o cordão umbilical é cortado, num procedimento indolor, e um pedacinho (o coto) de 2 a 3 centímetros ainda fica ligado à barriga do recém-nascido.
 

Quanto tempo o cordão vai demorar para cair?
Entre 10 e 21 dias depois do nascimento, o coto umbilical vai secar, ficar preto e cair. No lugar dele fica uma pequena ferida, que leva de uma semana a 10 dias para cicatrizar.

O dia da queda do umbigo varia muito de criança para criança. Às vezes, o cordão pode demorar até mais do que 21 dias para cair, sem que haja maiores problemas. Em caso de demora, contate o pediatra da criança só para ter certeza de que tudo está correndo como o esperado.
 

O umbigo precisa de algum cuidado especial?
O coto umbilical tem de ser mantido limpo e seco para evitar infecções. Bactérias que vivem naturalmente em nossa pele podem provocar infecções no coto.

Em regiões sem condições de higiene, a contaminação do coto umbilical pode levar ao tétano, uma infecção muito perigosa para recém-nascidos.

Os médicos brasileiros costumam orientar as mães a passar um cotonete com álcool a 70% (vendido nas farmácias) no coto, em todas as trocas de fralda, e deixá-lo secar naturalmente. Você pode cobrir o coto com a fralda, quando ele estiver bem sequinho, mas não coloque nenhum tipo de faixa.

Lave sempre as mãos antes de cuidar do umbigo. Também lave as mãos antes e depois da troca de fralda.

Se o coto ficar sujo de cocô ou xixi, limpe-o bem com água e sabão ou só com água. Como o cocô do bebê é gorduroso, é melhor usar sabonete para eliminá-lo. Depois aplique o álcool.

Em outros países, o cuidado com o umbigo pode ser diferente. Em alguns, a orientação médica é de não passar nada no umbigo, nem álcool, para que ele seque mais rápido. Em outros lugares, a recomendação é de não molhar o coto, portanto não se dá banho no recém-nascido enquanto o umbigo não cai.

No Brasil, porém, os especialistas indicam o banho desde o primeiro dia de vida, sem problemas. Basta secar bem o coto e passar o álcool antes de fechar a fralda.
 

Está saindo do umbigo uma secreção que parece pus. É perigoso?
É normal que o coto tenha algum tipo de secreção amarelada, até parecida com pus, mas isso não significa que ele esteja infeccionado. A secreção pode ter um leve cheiro desagradável.

Também é normal aparecer um pouquinho de sangue na fralda ou na roupinha que tiver ficado em contato com o coto.

Se você estiver preocupada com a aparência ou com o cheiro do coto, peça para o médico dar uma olhada.
Com o que devo me preocupar?

 
Procure o médico se:

• O bebê tiver febre, ficar letárgico (quietinho demais), começar a mamar pouco ou parecer não estar bem.

• O umbigo e a área em torno dele estiverem inchados ou vermelhos.

• O coto umbilical ficar inchado ou com mau cheiro muito pronunciado (um pouco de cheiro menos agradável é normal).
O umbigo caiu, mas ficou uma feridinha. O que faço?
Depois que o coto cai, demora ainda entre sete e 10 dias para o umbigo cicatrizar completamente. Pode ser que apareça um pouquinho de sangue na fralda, o que é normal.

Continue limpando com o álcool 70%, várias vezes ao dia.

Às vezes, o umbigo leva mais tempo para cicatrizar, e pode aparecer uma carne esponjosa no local. Desde que não haja mau cheiro ou sinal de infecção, não há razão para se preocupar, esse tecido logo vai desaparecer.

Se o umbigo continuar sangrando, fale com o pediatra, porque ele pode cauterizar o local com nitrato de prata.
Depois que o coto caiu, o umbigo ficou alto. O que é isso?
Quando o umbigo da criança fica saltado, é provável que se trate de uma hérnia umbilical. As hérnias umbilicais são muito comuns e podem afetar até 20 por cento dos bebês. Normalmente elas não exigem tratamento e se resolvem sozinhas.

Converse com o pediatra do bebê. Ele vai acompanhar a hérnia nas consultas até depois do primeiro aniversário da criança, para aí sim decidir se é necessário algum tratamento ou não.

Nunca coloque nada sobre o umbigo do bebê para "deixá-lo para dentro".

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Guia da troca de fralda

Com que frequência devo trocar a fralda do bebê?
É importante trocar a fralda do bebê várias vezes ao dia, porque o acúmulo da urina e a presença das bactérias nas fezes podem irritar a pele e provocar assaduras.

A regra geral é fazer a troca a cada mamada, antes ou depois dela, dependendo do que funcionar melhor para vocês, e sempre que o bebê tiver feito cocô.

Se seu filho for daqueles que regurgita bastante, ou tiver refluxo gastroesofágico, procure não trocar a fralda logo depois da mamada, porque toda a movimentação pode aumentar a regurgitação.

Nesse caso, capriche na pomada antiassadura e espere mais um pouco para trocá-lo, mesmo que ele tenha feito cocô.

O esquema de troca a toda mamada não vale para a noite, porque é melhor deixar o bebê dormir (a menos que fralda tenha vazado e a roupa esteja molhada, ou que ele tenha feito cocô e estiver com a pele irritada).

Os bebês fazem cocô várias vezes por dia, e fazem xixi de hora em hora, ou em intervalos de no máximo três horas. (Leia mais sobre o cocô do bebê, para saber o que é normal e o que não é.) Nem toda criança reclama quando está molhada, por isso não espere o bebê se queixar para trocá-lo.

As fraldas descartáveis costumam absorver bem a umidade, por isso é difícil avaliar se elas estão cheias de xixi ou não. Experimente colocar o dedo (limpo) dentro da fralda mais ou menos a cada duas horas, para ver se ela não está molhada demais. Ou sinta se a fralda parece "pesada".

Do que vou precisar a cada troca de fralda?

Antes de começar, lave bem suas mãos e veja se tem à disposição tudo o que vai precisar:

• Um lugar seguro para fazer a troca, com um trocador impermeável, de fácil limpeza

• Uma fralda limpa

• Um saco ou uma lata de lixo para jogar a fralda suja

• Algodão e água morna ou lenços umedecidos

• Fita crepe ou alfinete de segurança, se você for usar fralda de pano à moda antiga. Fraldas de pano mais modernas fecham com velcro ou botão.

• Pomada contra assaduras

• Uma troca de roupa limpa à mão para o caso de a fralda ter vazado, ou de acontecer algum "acidente" no meio da troca

• Um brinquedinho para atrair a atenção do bebê

• Se seu filho for menino, uma fralda de pano dobrada para usar como "escudo" contra eventuais banhos de xixi no intervalo em que o pênis dele ficar descoberto.


Como se faz a troca?
Para a fralda descartável:

1 - Solte as fitas adesivas da fralda e as dobre sobre si mesmas, para não grudarem no bebê, mas ainda não retire a fralda suja.

2 - Levante as pernas do bebê e dobre a fralda para debaixo dele, aproveitando para tirar a maior parte do cocô com a própria fralda.

3 - Se for um menino, coloque uma fralda de pano dobrada (ou um outro pano ou toalha) sobre o pênis do seu filho, para evitar uma chuveirada imprevista.

4 - Limpe a parte da frente do bebê com um algodão embebido em água morna ou com um lenço umedecido. Nas meninas, limpe sempre da frente para trás, para não deixar as bactérias das fezes entrarem na vagina.

5 - Levante as pernas do bebê e limpe bem o bumbum dele.

6 - Tire a fralda suja debaixo dele e coloque a limpa. A parte com as fitas adesivas deve ir embaixo do bumbum do bebê. Tente deixar a parte entre as pernas bem esticada.

7 - Passe um creme antiassaduras na parte da frente e no bumbum. Esse tipo de pomada costuma ser grudento, então aproveite e limpe o seu dedo na própria parte de dentro da fralda, antes de fechá-la.

8 - Feche a fralda limpa com as fitas adesivas, deixando-a justa, mas não apertada. Se você colocar o pênis do seu filho para baixo, evita vazamentos por cima da fralda. Mas há meninos que se sentem mais confortáveis com o pênis para cima. Verifique os elásticos das pernas para ver se não estão dobrados para dentro.

9 - Enrole a fralda suja numa bolinha, feche com as fitas adesivas e a jogue no lixo, de preferência dentro de um saco plástico, se tiver cocô, para isolar o cheiro.

10 - Vista o bebê e lave bem as mãos. Pronto!

Quando você pegar prática, a troca vai virar uma coisa automática. E não vão faltar oportunidades de treinar, já que o bebê vai precisar de cerca de oito trocas por dia no comecinho.

É verdade que a fralda de pano está voltando à moda?
Em países desenvolvidos, alguns casais estão promovendo um revival das fraldas de pano, alegando que elas são mais baratas e não agridem tanto o meio ambiente quanto o plástico e os detritos das descartáveis.

Existem fraldas em formatos anatômicos, reutilizáveis, com estampas bonitinhas e que se fecham com velcro, que podem ser encontradas em alguns lugares do Brasil. Há quem afirme também que as fraldas de pano causam menos assaduras, e existem bebês que sofrem com alergias às fraldas descartáveis.

Se você considera experimentar as fraldas de pano, só precisa ficar mais atenta ao número de trocas, já que elas ficarão molhadas e poderão incomodar o bebê com muito mais frequência.

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Sinais de alerta para doenças mais graves (0 a 1 ano)

Quando se tem um bebê, não tem jeito: as visitas ao médico são frequentes, tanto as programadas quanto as fora do programa, por causa de doenças imprevistas.

Um dos motivos para o bebê ficar doente a toda hora é a imaturidade do sistema imunológico. Por isso, ele fica suscetível a pegar pequenos problemas de saúde como tosse, resfriado e indisposições estomacais.

Bebês novinhos também podem piorar rápido quando ficam doentes -- mais um bom motivo para levar seu filho logo ao médico se ele estiver claramente se sentindo mal.
 

Quando procurar ajuda
Certos problemas de saúde precisam de atenção imediata, e a criança deve ser levada na hora ao médico. Já outros podem esperar um dia ou dois.

Leve ao médico assim que puder se o bebê:

• estiver com diarréia há mais de 12 horas.

• tiver colocado algum corpo estranho no nariz, ouvido, boca ou vagina - nunca tente remover o objeto sozinha. Tosse repentina sem nenhum outro sintoma também pode ser sinal de aspiração de algum corpo estranho.

• sofrer uma queimadura de superfície maior que a de um polegar de adulto, principalmente se houver formação de bolhas (isso inclui queimaduras de sol).

• estiver com febre - sempre leve o bebê ao médico se a febre for alta (acima de 39 graus), ou se persistir por mais de dois dias, ou se o bebê apresentar algum outro sintoma preocupante, como erupções de pele ou choro constante.

• estiver vomitando há mais de 12 horas, ou se tiver algum outro sintoma junto com o vômito, como febre ou erupções na pele.

• estiver com a moleira funda - junto com outros sintomas, como lábios secos, diminuição na quantidade de xixi, urina muito amarela, ausência de lágrimas. Tudo isso pode indicar desidratação, uma consequência de vômitos, diarréias ou febre.

• estiver chorando sem parar - você conhece o padrão de choro do seu filho, melhor que qualquer outra pessoa (mesmo que não acredite nisso). Se acha que ele está chorando muito mais que o normal, ou de um jeito diferente, siga seus instintos e procure o médico.

• apresentar sangue no vômito ou nas fezes. É importante falar imediatamente com o médico. Muitas vezes não é nada de grave, mas outras causas precisam ser descartadas. Lembre-se de que, se seus bicos do seio estiverem rachados e sangrando, pode ser que apareça sangue na regurgitação do seu filho.

• estiver com a pele vermelha ou irritada, com algum tipo de alteração, especialmente se também tiver febre.

• estiver com "tosse de cachorro" e chiado ao inspirar - certos tipos de laringite podem obstruir a passagem do ar na garganta.

• apresentar algum sintoma de meningite, como:

-- moleira estufada (mais levantada que o normal)

-- a criança não reage a estímulos

-- moleza excessiva

-- prostração, letargia

-- erupção vermelho vivo ou arroxeada na pele, que não desaparece quando se pressiona um vidro transparente contra ela

-- aversão à luz

-- rigidez no pescoço

Marque uma consulta se seu bebê apresentar qualquer um dos seguintes sintomas por mais de 24 horas:

• Irritação fora do comum, sem nenhum motivo aparente.

• Olhos vermelhos, lacrimejantes ou com secreção - pode ser uma infecção como a conjuntivite, que é altamente contagiosa e em alguns casos precisa de tratamento imediato.

• Secreção no ouvido, nos olhos, no umbigo, no pênis ou na vagina.

• Inapetência - o bebê perde o apetite e passa duas refeições ou mamadas sem se alimentar.
Quando correr para o pronto-socorro
Leve a criança imediatamente para o hospital ou chame uma ambulância se ela:

• Estiver inconsciente ou semiconsciente.

• Estiver com dificuldade para respirar ou estiver respirando rápido demais, principalmente se a pele, a ponta dos dedos e os lábios começarem a ficar roxos ou azulados. Isso significa que ela não está recebendo oxigênio suficiente.

• Tiver uma convulsão pela primeira vez na vida ou tiver uma convulsão que dure mais de quatro minutos -- os olhos reviram, ela não responde a chamados e os lábios podem tremer ou fazer movimentos estranhos.

As convulsões costumam ser causadas por febre, mas também podem ter outras causas.

• Passar mal depois de engolir alguma substância venenosa ou prejudicial, como medicamentos para adultos (leve a embalagem do remédio para o hospital com você). Leia mais no nosso artigo sobre intoxicação.

Os problemas abaixo também exigem uma ida rápida ao pronto-socorro, mas não é necessário sair correndo. Manter a calma vai ajudar você e a criança a passarem melhor pela situação:

• Um corte que esteja sangrando muito ou que seja muito profundo, que possa precisar de pontos (especialmente no rosto). Para conter o sangramento, mantenha pressão constante com um pano limpo e tente manter o local afetado elevado.

• Uma queda séria, e você desconfiar que ela possa ter quebrado algum osso ou sofrido uma torção.

• Bater a cabeça muito forte, chegar a perder momentaneamente a consciência ou vomitar mais de uma vez depois da batida.

• Engolir ou comer alguma coisa que possa ser prejudicial, como remédios, produtos de limpeza ou objetos, mas estiver aparentemente bem.

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O que fazer quando a criança engasga

Primeira coisa a fazer: avalie rápido a situação
• Se o bebê não consegue chorar nem tossir, as vias aéreas podem estar fechadas, e você vai precisar ajudá-lo a voltar a respirar. Ele pode estar fazendo ruídos estranhos ou abrindo a boca sem emitir nenhum som. A pele pode começar a ficar muito vermelha, azulada ou arroxeada.

• Se o bebê estiver tossindo ou com ânsia de vômito, é boa notícia: as vias aéreas não estão totalmente bloqueadas. Deixe seu filho tossir. Tossir é o método mais eficaz de desimpedir as vias aéreas.

• Não tente retirar o objeto com suas mãos, a menos que você consiga vê-lo ao abrir a boca da criança.

• Caso o bebê não consiga se desengasgar, grite e peça ajuda a alguém para levá-los ao pronto-socorro, e comece a fazer as tentativas de desengasgo (ver abaixo). Se estiver sozinha em casa com o bebê, tente desengasgá-lo por dois minutos e então telefone para alguém para pedir ajuda.

• Se seu filho parece estar engasgado mas você não viu se ele colocou alguma coisa na boca, e ele não estava comendo, leve-o ao hospital imediatamente. Ele pode estar com uma reação alérgica a algum alimento ou uma picada de inseto, por exemplo, ou com alguma infecção, como a laringite.

Segunda coisa a fazer: batidas nas costas e compressões no peito

Se você acha que seu filho está mesmo com alguma coisa presa na garganta, sente-se e o coloque de barriga para baixo sobre suas coxas, com a cabeça voltada para os seus joelhos. Segure-o por baixo, mantendo o antebraço sob a barriga dele e usando sua mão para sustentar a cabeça e o pescoço. Deixe que a cabeça do bebê fique mais baixa que o resto do corpo. Com a outra mão, dê cinco tapas firmes, mas não com muita força, nas costas da criança, entre as omoplatas.

Em seguida, coloque essa mão livre na cabeça do bebê, com o antebraço sobre as costas dela, e vire-a devagar, ainda mantendo a cabeça mais baixa que o corpo, na mesma posição, no seu colo. Continue segurando, para dar início às compressões no peito.

Imagine uma linha ligando os dois mamilos do bebê e posicione dois ou três dedos, juntos, um pouco abaixo dessa linha, no centro do tórax dele. Faça uma pressão rápida, para que o peito afunde cerca de 2 cm, e deixe que ele volte à posição normal. Repita cinco vezes, sem movimentos muito bruscos.

Continue alternando os cinco tapas nas costas e as cinco pressões no peito até que o objeto seja eliminado, ou que o bebê comece a tossir. Se ele começar a tossir, deixe que ele elimine o objeto sozinho.

Se o bebê desmaiar, será necessário fazer respiração boca-a-boca. Coloque-o sobre uma superfície firme e incline a cabeça dele para trás, erguendo um pouco o queixo, para abrir as vias aéreas. Dependendo do tamanho do bebê e de quem faz a respiração, pode-se colocar a boca sobre o nariz e a boca do bebê ao mesmo tempo e soprar, ou então cobrir só a boca do bebê e tampar o nariz dele com as mãos.

Procure selar sua boca na dele para que o ar não escape, e sopre com vigor. O ideal é que você sinta o peito da criança inchar com o ar lançado para os pulmões dela. Deixe o peito voltar à posição normal e sopre de novo. Mesmo que o peito do bebê não se encha, continue fazendo a respiração.

Alterne duas respirações e 30 compressões rápidas no peito (ao ritmo de 100 compressões por minuto), com os dedos no centro do tórax, até chegar ao pronto-socorro ou conseguir ajuda especializada. Durante a operação, abra a boca do bebê para ver se consegue enxergar o objeto. Se conseguir, retire-o com os dedos.

Mesmo que o bebê se recupere completamente do episódio, leve-o ao médico no mesmo dia.
Devo tomar cuidado com alguma coisa especial?
Segundo os especialistas, os maiores causadores de episódios de engasgo são:
- Caroço de feijão, de arroz e pedaços de fruta, como maçã (mas isso não quer dizer que você não deva dar esses alimentos ao bebê -- apenas mantenha-se atenta enquanto ele come)
- Peças pequenas que se desprendem de brinquedos
- Bolinhas de gude
- Pilhas e baterias
- Tampas de caneta
- Moedas e botões
- Parafusos
- Balas
Como desengasgar crianças maiores?
Em crianças que já ficam em pé, a manobra é um pouco diferente:

- Mantenha a criança em pé e posicione-se atrás dela como se fosse abraçá-la pelas costas.
- Junte suas duas mãos, uma por cima da outra, abraçando a criança, e coloque-as na região logo acima do umbigo.
- Faça pressões rápidas na barriga para dentro e para cima, por seis a dez vezes.

Essa técnica também funciona para desengasgar adultos.


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Como limpar o nariz entupido do bebê

O que faço para desentupir o nariz do meu bebê?
Você não necessariamente precisa desentupir o nariz do bebê, mas, se conseguir, é bem provável que ele vá respirar, comer e dormir melhor.

O seu maior aliado para essa situação é o soro fisiológico. Você pode comprar soro pronto na farmácia ou uma solução salina pediátrica em gotas ou spray. O importante é usar de forma abundante para soltar as secreções e desobstruir a passagem do ar.

Para casos em que a secreção está bem grossa, você pode contar ainda com o auxílio de um aspirador nasal de borracha que suga o líquido de dentro do nariz do bebê (procure sempre itens destinados a bebês da faixa etária do seu filho).

Comece primeiro colocando um pouquinho de soro fisiológico dentro do nariz (com a cabeça do bebê ligeiramente voltada para trás), para soltar as secreções antes de tentar sugá-las, já que a própria solução de água e sal já ajudará a desentupir um pouco o nariz.

Como é que usa o aspirador de borracha no nariz do bebê?
Antes de inserir o aspirador no nariz do bebê, aperte bem o bulbo para que todo o ar saia de dentro, criando um vácuo (continue segurando). Com todo o cuidado, coloque então a pontinha do aspirador nasal dentro de uma das narinas da criança. Agora desaperte o bulbo para que ele sugue a secreção. Retire-o da narina e em seguida aperte bem contra um lenço de papel. Limpe o bulbo e repita o processo na outra narina.

Se o bebê ainda estiver congestionado após 10 minutos, reaplique as gotinhas de soro e aspire as narinas novamente. É importante, contudo, não fazer a sucção mais que duas ou três vezes ao dia, para não irritar a mucosa nasal.

Lembre-se que esse processo todo de limpeza precisa ser muito suave, porque, do contrário, o tecido do nariz pode acabar inflamado e até sangrar, tornando o quadro todo pior. Caso o bebê resista muito na hora de limpar o nariz, faça um intervalo e tente de novo um pouco mais tarde.

Talvez você precise da ajuda de outro adulto para ajudar a segurar o rosto do bebê.
Como faço para limpar e guardar o aspirador nasal?
Passe o bulbo de borracha por água corrente morna com sabão. Esprema a ponta na água com sabão para que limpe por dentro também. Uma vez que água tenha penetrado, mexa bastante para remover os resíduos das paredes internas, e depois esprema para sair tudo. Deixe água sem sabão entrar algumas vezes para que não sobre espuma por dentro.

Para secar, apoie o bulbo, com a ponta para baixo, em um copo de vidro.

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Febre (0 a 1 ano)

Meu bebê está com febre. O que fazer?
Febre sempre deixa os pais preocupados -- especialmente se for a primeira do bebê --, mas é importante lembrar que a elevação da temperatura é um processo comum, que vai se repetir muitas vezes na vida da criança.

Tradicionalmente, considera-se febre uma temperatura acima dos 37 graus centígrados, observada num termômetro colocado embaixo do braço. Mas algumas crianças podem ter a temperatura mais alta, até 37,5 graus, mesmo que não haja nada errado.

Por isso, os médicos consideram febre mesmo temperaturas acima de 37,5 graus (para alguns médicos, pode ser acima de 37,8). Entre 37 e 37,5 graus, a criança está febril, ou com uma febrícula.
 

Como faço para distinguir uma febre sem gravidade de uma mais grave?
Mais importante que a temperatura em si é o comportamento e a idade da criança. Se ela estiver com febre de até 38 graus, mas estiver comendo bem, brincando e tranquila, há menos razão de preocupação que no caso de uma criança com febre de 37,8 graus junto com choro inconsolável ou prostração.

Procure o médico se seu bebê estiver agindo estranho, se começar a chorar muito mais do que chora normalmente ou se estiver muito parado, sem interesse em mamar ou comer.

Atenção: Se seu filho tem menos de 3 meses e está com a temperatura acima de 37,8 graus, desagasalhe-o um pouco, espere meia hora e meça de novo a febre. Se a temperatura continuar acima de 37,8 graus, procure o médico ou um serviço de saúde o quanto antes. No caso de bebês de menos de 1 mês, qualquer febre deve ser avaliada imediatamente pelo pediatra, que provavelmente pedirá exames de laboratórios para descartar a possibilidade de uma infecção bacteriana.

Para bebês acima de 3 meses, observe seu filho por 48 horas se ele tiver febre, e procure o médico depois disso. Mas busque ajuda imediatamente se ele estiver prostrado demais, ou com dificuldade de respirar. No caso de febres acima de 39 graus, é melhor falar com o pediatra mesmo antes das 48 horas.

Se for a primeira febre do seu bebê e você estiver preocupada, vale a pena telefonar para o pediatra para se tranquilizar. Só evite levar a criança sem necessidade ao pronto-socorro, para não expô-la a outros vírus e bactérias num momento em que o organismo dela já está um pouco fragilizado.
 

Que tipo de termômetro devo usar?
O termômetro tradicional é o de vidro com uma coluna de mercúrio dentro. Ele é o usado como padrão pelos médicos, inclusive para comparação com o resultado de outros tipos de termômetro.

Por questões ambientais, porém, há campanhas contra o uso do termômetro de mercúrio, pois a substância é um metal pesado contaminante. Seu uso foi proibido em 2007 na União Européia (UE). Se você tiver um, pode continuar usando, mas tome cuidado para ele não quebrar e, caso quebre, coloque-o num posto de reciclagem para pilhas e baterias, não no lixo comum.

Os termômetros digitais custam por volta de R$ 15. Outra opção são modelos iguais aos tradicionais, mas sem a presença de mercúrio, que também não são mais caros que os normais.

Para medir a temperatura, coloque a pontinha metálica do termômetro embaixo do braço do bebê, prestando atenção para que esteja em contato direto com a pele. Espere cerca de quatro minutos, segurando o braço da criança para o termômetro não escapar.

No caso de termômetros digitais, leia as instruções (há alguns que bipam quando terminam, outros que bipam enquanto medem). Aproveite um momento em que o bebê está calmo, dormindo ou mamando, ou então tente entretê-lo com uma música ou uma história.

É interessante saber que um termômetro nunca ultrapassa a temperatura real. Por isso, a leitura não será incorreta se o termômetro ficar tempo demais embaixo do braço -- só o contrário. Se ele ficar tempo de menos, a temperatura indicada será menor que a real.

Existem também termômetros digitais que fazem a medição imediata pelo canal auditivo, no ouvido. A rapidez é um ponto positivo, mas a temperatura tende a ser mais elevada que a axilar, o que pode confundir os pais, e as medições podem variar bastante dependendo da posição. Além disso, eles custam até dez vezes o preço de um termômetro comum.

O preço também é a maior desvantagem dos termômetros infravermelhos digitais que medem a temperatura pelo contato com a pele da testa. A temperatura tende a ser mais alta que a do termômetro axilar, e as leituras podem variar.

Se você quiser utilizar algum desses termômetros mais modernos, uma boa dica é levá-lo numa consulta com o pediatra e pedir a ele que mostre a você como usar, e qual temperatura é considerada febre com aquele equipamento. Outra dica é "treinar" o uso quando a criança não está com febre, comparando com o resultado do termômetro tradicional.
 

Como baixar a febre do bebê?
Você só precisa baixar a febre do seu filho se ele estiver se sentindo desconfortável demais (chorando o tempo todo, reclamando, vomitando), ou se ele já tiver tido uma convulsão febril alguma vez (leia abaixo sobre as convulsões).

Sempre fale com o pediatra antes de dar qualquer remédio pela primeira vez. O melhor é, na consulta de rotina, já perguntar o que fazer no caso de febre. Há vários tipos de antitérmicos, mas o recomendado para bebês acima de 3 meses costuma ser o paracetamol.

Nunca dê aspirina ao bebê nem a crianças de menos de 16 anos, porque o ácido acetilsalicílico já foi ligado a uma síndrome rara, que pode ser fatal, a síndrome de Reye. Além disso, esse tipo de medicamento pode causar problemas estomacais e hemorragias, porque afeta a coagulação do sangue.

Durante a febre, mantenha seu filho vestido com as roupas adequadas para a temperatura ambiente, nem agasalhado demais nem de menos. Capriche na ingestão de líquidos -- seja leite materno, fórmula de leite em pó ou, para bebês mais velhos, sopas leves e suco de fruta.

Uma criança com febre pode ficar desidratada só pela transpiração, mesmo que não esteja com diarreia ou vômitos. Quando a criança está desidratada, o uso de antitérmicos é menos eficaz e pode ser até mais tóxico. Portanto use e abuse dos líquidos, nem que precise dar de colherinha.

Você também pode dar um banho morno. Se tiver dado um antitérmico, pode dar o banho cerca de 40 minutos depois. Mas o banho não é imprescindível -- só dê se você achar que seu filho vai se sentir melhor.

É melhor baixar a temperatura aos poucos que muito rápido. O banho precisa ser confortável para a criança, e nunca coloque nada na água da banheira. Não use álcool para baixar a febre.
 

Por que a febre aparece?
A febre é uma indicação de que o organismo está combatendo algum tipo de infecção. Os macrófagos, células que patrulham o corpo, estão sempre em alerta. Quando encontram algo estranho -- como vírus, bactérias ou fungos --, eliminam o maior número que conseguem, e ao mesmo tempo pedem ajuda, mandando sinais para o cérebro elevar a temperatura do corpo.

Só essa elevação já é capaz de matar alguns tipos de bactéria. O processo também parece acelerar a produção de glóbulos brancos e de substâncias que matam os intrusos. Por isso, antes de se apavorar, é preciso lembrar que a elevação da temperatura faz parte do processo natural de combate à infecção, e ela em si não é necessariamente prejudicial ao bebê.

É frequente que bebês tenham febre depois de tomar vacina; a febre também pode acompanhar um resfriado mais intenso, a gripe, a dor de garganta, a dor de ouvido, doenças respiratórias (como pneumonia), infecções virais e infecções urinárias.

O que é a convulsão febril?
Quando a temperatura da criança sobe muito rápido, pode acontecer de ela ter uma convulsão: fica pálida, os músculos ficam rígidos ou ela faz movimentos estranhos, e às vezes perde a consciência. A convulsão assusta muito, mas não costuma deixar nenhuma sequela.

Se por acaso seu filho tiver uma convulsão, você não precisa segurar a língua dele. Ele não vai engoli-la. Apenas tire alguma coisa que esteja em sua boca, como a chupeta ou alimentos. Não o segure, mas tente mantê-lo com a cabeça de lado, para evitar o risco de ele engasgar com a saliva ou secreções.

Um dado que ajuda bastante o médico é saber quanto tempo a convulsão durou, portanto, se conseguir, olhe no relógio. Normalmente essas crises só duram 20 segundos, e é raro passarem de dois minutos. Se quatro minutos passarem e a convulsão não acabar, a criança deve ser levada para o pronto-socorro.

Se a convulsão tiver passado e a criança estiver agindo normalmente, não é preciso correr para o hospital. Mas telefone para o médico imediatamente e procure orientações se seu filho convulsionou. Ele pode querer fazer algum exame complementar.

Os episódios de convulsão normalmente acontecem entre os 6 meses e os 6 anos de idade, mas são mais comuns antes dos 2 anos. A criança tende a ter convulsão uma vez só (felizmente!), e há indícios de componente familiar: se o pai ou a mãe tiveram convulsão febril quando crianças, a probabilidade de o filho ter é maior.

Convulsões que acontecerem antes dos 6 meses de idade devem ser avaliadas pelo pediatra, porque talvez não se trate de convulsão febril.

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É verdade que chupar dedo ou chupeta deforma a boca da criança?

Não, não é verdade que o uso de chupeta ou o hábito de chupar o dedo deformem os dentes ou a arcada dentária da criança, desde que o costume acabe quando ela tiver no máximo 4 anos.

A necessidade de sugar é natural para o bebê, e ajuda a acalmá-lo. Por isso o uso de chupeta ou o dedo na boca podem acabar sendo inevitáveis quando a criança é pequena.

No entanto, é melhor convencer seu filho a abandonar a chupeta ou o hábito de chupar o dedo antes que os dentes permanentes nasçam. Aí sim os dentes da frente podem mudar de posição ou apresentar problemas de desenvolvimento.

Se seu filho gosta de usar a chupeta ou tem o costume de chupar o dedo, faça um acompanhamento bem cuidadoso no dentista, para que ele determine se está havendo algum problema.

Segundo o pediatra Fábio R. Picchi, do Conselho Médico do BabyCenter, a deformidade que pode aparecer na boca quando a criança é mais velha é mais evidente com a chupeta que com o polegar.

Jamais molhe a chupeta no açúcar ou no mel para dar à criança. Isso sim faz mal para os dentes.
  

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É normal meu filho de 10 meses ainda não ter nenhum dente?

Você não deve se preocupar se os primeiros dentinhos do seu bebê de 10 meses ainda não apareceram. O primeiro dente do bebê não tem data certa para surgir, algo que costuma ocorrer por volta dos 6 meses, mas em muitas crianças acaba acontecendo mais tarde.

Há casos de bebês que já nascem com um dente (e neste caso precisam passar por avaliação de pediatra ou dentista para ter certeza de que está bem fixo e não há risco de ele ser engolido), e também de crianças de 1 ano completamente "banguelinhas".

Para se tranquilizar, converse com os avós dos dois lados. A dentição tardia é hereditária, e você pode acabar descobrindo que os seus próprios dentes -- ou os do pai do bebê -- também demoraram a sair. Mas se ainda assim você estiver preocupada, ou se não houver sinais de dentes depois do primeiro aniversário do seu filho, consulte um dentista ou fale com o pediatra.

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Cuidados com os dentes do bebê

Quando devo começar a limpar os dentes do meu bebê?
Comece a limpar a boca do bebê mesmo antes de o primeiro dentinho nascer, assim ele já vai se acostumando. A limpeza pode ser feita com gaze ou uma fraldinha de pano molhada em água filtrada. Esta é uma boa maneira de habituar seu filho a esse ritual e evitar que ele recuse a escovação no futuro.

Para que você não se esqueça da limpeza, incorpore o hábito à rotina de cuidados com seu filho à noite, antes de dormir.

O primeiro dente do bebê costuma nascer na frente, na gengiva inferior, e geralmente aparece entre o sexto mês e o primeiro ano de vida. O segundo dentinho, em geral, surge depois de duas a três semanas, também na parte inferior. Lembre-se de que, enquanto os dentes estão nascendo, as gengivas ficam bastante sensíveis, então limpe-as delicadamente. Não deixe de limpar por medo de machucar o bebê, porque, na verdade, esse cuidado diminui infecções na região, gerando alívio.

"Quando escovamos, ajudamos o dente a nascer. A gengiva fica cada vez mais delgada, facilitando a erupção do dente", explica a dentista Vera Moreira Leite.

Uma criança tem cerca de 20 dentes-de-leite, e a dentição se completa por volta dos 3 anos de idade.
 

Que escova e creme dental devo usar?
No início, muitas mães acham mais fácil limpar os dentes do bebê com um pedaço de gaze ou com um paninho enrolado no dedo. Uma dedeira, vendida em farmácias e lojas especializadas, também pode ser uma boa opção, desde que você faça uma boa higiene na peça (ela deve ser esterilizada com a mesma frequência que chupetas e mamadeiras, por exemplo).

A época certa de pensar na primeira escova é quando os dentes do fundo aparecem, porque, devido às suas reentrâncias, fica difícil limpá-los adequadamente só com uma gaze.

A primeira escova de dentes de seu filho deve ter cerdas macias e uma cabeça pequena, que permita alcançar facilmente todas as partes da boca. Verifique na embalagem a idade recomendada para o uso.

Não use a mesma escova por mais de três meses ou depois que as cerdas começarem a se separar.
Até os dentes permanentes aparecerem -- o que ocorre por volta dos 6 anos de idade -- você deve usar um creme dental sem flúor.

Esse tipo de creme dental é mais seguro para o uso em cidades onde a água é fluoretada, e não é prejudicial caso a criança acabe engolindo parte da pasta durante a escovação.

Ensine seu filho a cuspir toda a pasta depois de escovar os dentes. Quando ele estiver craque nesta prática, aí você já pode mudar para a pasta com flúor. Mas fique de olho: a ingestão de grandes quantidades de flúor pode danificar os dentes e até provocar vômitos e diarreia. Alguns pais preferem evitar cremes dentais com sabor para que as crianças percebam que não se trata de uma comida ou algo gostoso para ser ingerido.
 

Qual é a maneira correta de escovar os dentes do bebê?
Coloque uma quantidade mínima de pasta na escova, suficiente para formar uma fina camada sobre parte das cerdas (o equivalente a meio grão de ervilha). Escove cada dente cuidadosamente, fazendo suaves movimentos circulares na área em que os dentes encontram as gengivas. Pode ser mais fácil colocar o bebê no colo para fazer uma boa limpeza.

Depois de escovar, certifique-se de que seu filho cuspiu todo o excesso de creme dental, mas não enxágue a boca com muita água.
Quando devo começar a levar meu bebê ao dentista?
Muitos profissionais recomendam que as visitas comecem assim que os primeiros dentinhos nascerem. Uma boa ideia é levar seu filho quando você tiver uma consulta com o dentista, pois assim ele já vai se habituando ao ambiente do consultório.
Posso usar suplementos à base de flúor?
Em princípio não é necessário usar suplementos de flúor para crianças que moram em cidades onde a água é fluoretada.

O flúor em excesso pode acabar danificando os dentes permanentes que ainda nem nasceram, alterando a cor ou manchando o esmalte (problema conhecido como fluorose, daí a recomendação para que se use pasta sem flúor enquanto a criança é pequena demais para cuspir o creme dental. É importante também evitar que seu filho acabe engolindo o creme dental na hora da escovação.

Se você mora em uma cidade onde a água da torneira é fluoretada, seu bebê certamente não vai precisar de suplementos. A própria água usada na preparação de alimentos já contém quantidades suficientes de flúor (o que não acontece com a água mineral).
 

Existem outras maneiras de eu cuidar melhor dos dentes do meu filho?
A principal causa das cáries não é a quantidade de açúcar na alimentação, mas sim a frequência com que ele é ingerido ao longo do dia, seja em comidas ou em bebidas. Assim sendo, deixe os doces para a hora da refeição.

Se quiser oferecer um lanchinho entre as refeições, tente opções salgadas, como queijos, torradas, pão, frutas frescas e palitinhos de legumes.

Você também deve:

• Evitar dar refrigerantes e sucos adoçados, principalmente entre as refeições, na hora de dormir ou durante a noite. A cárie pode ocorrer se a criança passa muito tempo tomando mamadeira. Lembre-se também de que bebidas prontas, como sucos de caixinha, chás e outros, na maioria das vezes vezes contêm outros tipos de açúcar, frutose ou glicose, que são tão prejudiciais aos dentes quanto a sacarose do açúcar comum.

• Procurar oferecer as bebidas em um copinho, inclusive água e leite, a partir dos 6 meses de idade.

• Manter uma alimentação saudável e balanceada para seu filho.

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Como cuidar dos órgãos genitais do bebê

Como devo cuidar do pênis do bebê?
Há certa controvérsia nesse assunto. Em princípio, não é necessário puxar a pele do prepúcio, aquela pelinha que cobre a cabeça do pênis (a glande), nas trocas do bebê. Muitas vezes essa pele fica grudada na glande, e só vai desgrudar naturalmente depois de meses -- ou até anos. Você pode abrir um pouco durante o banho, para limpar, mas o mais seguro é não forçar.

Alguns pediatras, no entanto, acham que é bom ir puxando a pele, fazendo "exercícios" para ela se soltar, e há aqueles que recomendarão o descolamento, feito no consultório mesmo, com a realização posterior dos "exercícios" para não haver nova aderência. Mas a tendência mais atual é a de não mexer na pele.

De qualquer forma, ainda será cedo para pensar em fimose -- a questão da necessidade de cirurgia só deve ser abordada na época em que a criança sai da fralda. Converse bastante com o pediatra e tire suas dúvidas.

Uma curiosidade: você talvez se surpreenda de ver seu bebezinho com uma ereção. Provavelmente isso não será surpresa nenhuma para seu companheiro. Bebês e crianças têm ereções espontâneas. Por isso às vezes o xixi pode vazar mais na fralda de meninos que de meninas.

Não se esqueça de sempre cobrir o pênis do seu filho com uma fralda de pano dobrada ou um paninho durante as trocas de fralda, para não levar um banho de xixi.

Se seu bebê fez a circuncisão (cirurgia que retira o prepúcio) logo depois de nascer, por motivos religiosos ou por recomendação médica -- há especialistas que acreditam que homens circuncidados estão menos sujeitos a infecções e problemas --, não é preciso nenhum cuidado especial, além da limpeza normal com água e sabonete neutro no banho e do uso de eventuais pomadas cicatrizantes ou antimicrobianas receitadas pelo médico.

Por alguns dias, depois da cirurgia, o pênis pode ficar vermelho, e até apresentar uma secreção amarelada. Não é preciso se desesperar, trata-se do progresso normal da cicatrização. É raro a circuncisão (também chamada de postectomia) infeccionar, mas, se isso acontecer, os sinais serão vermelhidão intensa e persistente, inchaço e feridas amarelas com líquido. Se você perceber esses sinais, procure o médico.
Como devo cuidar da região vaginal da minha filha?
Com um algodão úmido ou um lenço umedecido, limpe a área sempre no sentido de frente para trás, para não levar bactérias do ânus para a vagina. Pode ser que a vagina dela esteja meio inchada e vermelha, e que haja uma secreção transparente, branca ou até com um pouco de sangue.

Isso é normal nas primeiras semanas, e acontece porque ela foi exposta aos seus hormônios femininos durante a gravidez. Se os sintomas persistirem depois que ela tiver um mês e meio, converse com o pediatra na consulta mensal.

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Qual é o melhor jeito de saber se o bebê está com frio ou calor?

Os bebês não sentem muito mais frio ou calor do que as crianças maiores ou os adultos. Como dica prática, procure vestir seu filho com uma camada de roupa a mais em relação àquela que estiver usando. Por exemplo, se você estiver de camiseta de manga curta, coloque nele uma de manga comprida; se estiver de manga comprida, acrescente então um casaco.

Para começar
Sentir a temperatura no tronco (barriga, peito e costas) e na cabeça da criança é o jeito mais adequado de perceber se ela está com frio, e não através do toque nas mãos e pezinhos. As extremidades são quase sempre mais frias que o resto do corpo.

É muito mais comum bebês serem superagasalhados e ficarem irritados com o calor, do que se mostrarem incomodados por estarem passando frio. Dá para perceber se uma criança está acalorada porque ela vai suar e até ter aumento da temperatura corporal (você pode medir com um termômetro). Se a pele do seu filho estiver úmida, ele está suando, portanto está com calor.

Se você mora numa região quente, saiba que o calor pode atrapalhar o sono do seu filho. Leia o artigo sobre como manter o bebê fresquinho à noite.

Por outro lado, bebês com frio podem apresentar tremor, certa palidez e até apatia. Ao contrário do que diz a sabedoria popular, soluços não são um bom parâmetro para medir frio, porque são comuns de ocorrer nesta fase em que o diafragma ainda é imaturo.

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Como cortar as unhas do bebê

Preciso cortar as unhas do bebê?
Muitos bebês já nascem com as unhas compridas, e os pais ficam com medo de eles se arranharem. Nos primeiros dias, evite cortar as unhas deles, porque elas são flexíveis demais e é muito fácil causar um sangramento.

Se não estiver muito calor, você pode colocar luvinhas ou até meias nas mãos do bebê. Com o passar dos dias as unhas ficam um pouco mais rígidas, e será mais fácil apará-las. Mas isso sempre terá de ser feito com muito cuidado. As unhas das mãos crescem tão rápido que você pode ter de cortá-las mais de uma vez por semana. As dos pés exigem menos frequência.
Como cortar a unha do bebê sem levar o dedo junto?
O jeito mais fácil de aparar a unha do bebê é simplesmente tirar o excesso com as mãos. Elas são tão molinhas que o excesso sai sem resistência. Ou você pode usar tesouras ou cortadores de unha especiais para bebê, com pontas arredondadas.

Pode ser que seja mais fácil executar a operação com a presença de dois adultos: um segura o bebê, para que ele não se mexa demais, e o outro corta a unha. (Você também pode tentar cortar as unhas do seu filho quando ele estiver mamando ou dormindo.) Pressione para baixo a ponta dos dedos dele para diminuir o risco de pegar a pele, e segure firme a mão do seu filho enquanto corta.

As unhas são tão pequenas que é difícil cortá-las de forma arredondada, para que os bebês não se arranhem com os cantinhos.

Um truque é fazer esses pequenos aparos "roendo" as pontinhas das unhas do bebê. Sua língua é muito mais sensível que qualquer tesoura, e o bebê não vai reclamar de colocar a mãozinha na sua boca. Pode parecer meio animalesco, mas funciona! Depois de executada a tarefa, lave as mãos do bebê.

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Como dar banho no bebê

A hora do banho pode ser muito gostosa, tanto para você quanto para o bebê, mas é bom prestar atenção em dicas de segurança:

• Não importa onde você vai dar o banho. Jamais, em hipótese alguma, deixe o bebê sozinho durante o banho. Prepare tudo que vai precisar com antecedência: toalhas, produtos de higiene, fralda limpa, roupas limpas. Se a campainha ou o telefone tocarem e você precisar atender de qualquer jeito, enrole a criança na toalha e a leve com você.

• Nunca coloque o bebê na banheira quando ela ainda estiver enchendo, com a torneira ou o chuveirinho abertos. A temperatura da água pode mudar, ou você pode se enganar na profundidade.

• Não é preciso ferver a água do banho, a não ser que você não tenha certeza da procedência ou que se trate de água de poço.

• No caso de usar misturador ou de esquentar a água no fogão, encha primeiro a banheira com água fria e depois misture a água quente, para não correr o risco de queimar o bebê. Misture bem as duas águas -- às vezes um lado da banheira fica mais quente que o outro. Esse tipo de queimadura é mais comum do que se imagina.

• Cuidado com a temperatura da água. Ela deve ficar morna, e não quente. Estudos mostram que a temperatura de 38 graus centígrados ajuda os bebês a controlar a temperatura do corpo.

• Para recém-nascidos e bebês de até 6 meses, coloque cerca de 13 centímetros de água (mais ou menos oito dedos), ou o suficiente para acomodar o bebê com água até os ombros. Muitas vezes o bebê chora no banho porque não está coberto o suficiente com água, e fica com frio. Se o bebê já ficar sentado, nunca o coloque com água acima da linha da cintura (na posição sentada).

• Ensine desde cedo seu bebê a sempre ficar sentado dentro da banheira, nunca de pé.

• Há bebês que amam o banho, e outros que já não são muito fãs. Enquanto eles são pequenos, não é absolutamente necessário dar banho todo dia, principalmente se estiver muito frio. Mas médicos e pais concordam que um banho deixa o bebê fresquinho e tranquilo. Quando as crianças começam a engatinhar, o banho diário se torna essencial. O cabelo não precisa de xampu especial, porque produz pouquíssima oleosidade.

• Não abuse de sabonetes e xampus. Use quantidades bem pequenas, para evitar que a pele do bebê fique ressecada e sensível. Prefira produtos criados especialmente para bebês, porque eles costumam ser menos agressivos. Um banho só com água já é suficiente para limpar um recém-nascido, a não ser que ele esteja muito sujo de cocô. Evite produtos com odores fortes e feitos para adultos.

• Não deixe o bebê mexer na torneira. Quando pequeno ele não vai nem conseguir virá-la, mas assim ele já vai se acostumando a não mexer. Esse conselho vale especialmente para banheiros com misturador, em que há uma saída só de água quente.

• Os recém-nascidos, em especial, perdem calor muito rápido e ficam com frio. Para que isso não aconteça, mantenha o ambiente aquecido, enrole o bebê numa toalha com capuz e o seque rápido, para depois colocar a fralda. Não deixe o bebê muito tempo sem roupa, e depois do banho deixe-o quentinho, numa manta ou com uma boa sessão de colo.

• Seque bem todas as dobrinhas, de preferência com uma fralda de pano ou uma toalha de fralda.

• Nunca, jamais deixe seu bebê sozinho no banho, nem por um segundo (é uma coisa tão importante que até colocamos duas vezes na lista). Um bebê pode se afogar em 2 centímetros de água -- e em menos de 60 segundos.

http://brasil.babycenter.com/a1500187/como-dar-banho-no-beb%C3%AA#ixzz2HgOHqLA9

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Tem problema o bebê usar andador?

Colocar um bebê num andador é como dar uma Ferrari a um adolescente: o risco de acidente é enorme. Tanto que, em abril de 2007, o Canadá proibiu esse tipo de equipamento.

Dados britânicos também mostram que o andador é o equipamento infantil que mais provoca acidentes e lesões, em especial devido à velocidade que os bebês podem atingir.

A maioria dos acidentes acontece quando o bebê tromba em alguma coisa, encontra um degrau ou um obstáculo e o andador vira. Um simples sapato ou brinquedo no meio do chão já pode causar esse tipo de acidente. Em geral, a primeira parte do corpo do bebê a ser atingida em um acidente com andador é a cabeça, podendo haver traumatismos cranianos de diversas proporções -- desde leves, sem consequências, até bem mais graves e, em casos extremos, fatais.

Outro perigo é a falsa sensação de segurança que o andador transmite a quem está tomando conta da criança. Como ela está presa no andador, as pessoas tendem a deixá-la por mais tempo sozinha, quando na verdade deveria acontecer justamente o contrário. O bebê provavelmente fica mais seguro se está no chão, desde que o ambiente tenha sido preparado para ele.

Além disso, os andadores não contribuem nada para a criança aprender a andar. Na verdade, podem até atrasar um pouco o processo. Para atingir os marcos do desenvolvimento, o bebê precisa passar pelas fases de rolar, sentar, engatinhar (é verdade que alguns pulam essa fase) e brincar no chão.

Segundo o pediatra Paulo Sérgio de Barros Ferreira, "os estímulos proporcionados pelo andador são inadequados quando comparados com aqueles mais instintivos dados pelos pais que acompanham a criança nos seus primeiros passos".

"Algumas crianças que utilizam andador por muito tempo tornam-se mais inseguras no momento em que precisam andar sem qualquer apoio, demorando mais tempo ainda para poder andar sozinhas", diz o médico.

Se você quiser mesmo usar um andador, leve em conta que eles só são adequados para bebês de mais de 9 meses, que já sentem e engatinhem, e que a criança deve ficar sob vigilância máxima quando estiver nele. Além disso, o tempo de uso precisa ser limitado.

Melhor mesmo é deixar o bebê explorar e se divertir no chão.

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Tem problema deixar o bebê dormir de bruços?

A orientação dos especialistas é que você sempre coloque o bebê para dormir de barriga para cima -- seja para uma soneca curta no meio da tarde, seja à noite, e não importa se é na casa da avó, na escola ou na creche.

Por isso, oriente todas as pessoas que vão ajudar a cuidar do bebê que sempre o deitem de barriga para cima, seguindo também as regras de um ambiente seguro para o sono.

O motivo dessa orientação é prevenir a síndrome da morte súbita infantil, a morte inexplicada de bebês durante o sono.

Você provavelmente vai ouvir de parentes mais velhos que você, seus irmãos e todos os bebês da família dormiram de bruços e estão aí para contar a história, mas saiba que, depois da campanha para que os bebês parassem de ser colocados para dormir de bruços, a ocorrência da morte súbita caiu drasticamente.

A posição de lado, que costumava ser recomendada pelos médicos (existem até aqueles posicionadores de bebê, feitos de espuma), também já não é mais a orientação sustentada pelas pesquisas científicas. Mesmo que seu filho durma de barriga para cima, a cabeça dele vai ficar de lado, e aí ele não corre o risco de engasgar se regurgitar.

Por volta dos 6 meses, porém, muitos bebês começam a se virar para dormir de bruços no meio da noite. Se esse for o caso do seu filho, não precisa se apavorar. Continue deitando-o de barriga para cima na hora de dormir, e vire-o sempre que "pegá-lo" dormindo de bruços, mas é humanamente impossível ficar vigiando a criança a noite inteira -- você vai ficar maluca.

Tranquilize-se com a informação de que a morte súbita é mais frequente entre os 2 e os 4 meses de idade.

Outro ponto a favor de os bebês dormirem de barriga para cima são os indícios científicos de que a posição está relacionada a um número menor de infecções no ouvido e episódios de nariz entupido.


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Tem problema se um bebê pequeno tomar bebidas geladas?


 Não existe um consenso sobre a idade em que uma criança pode começar a tomar bebidas geladas ou com gelo.

Há que se considerar, no entanto, que um bebê acostumado ao aleitamento materno exclusivo está também habituado à temperatura da única bebida que conhece: o leite da mãe, geralmente em torno de 38 graus Celsius (a temperatura interna do corpo humano), morninho. Portanto, boa parte das crianças nem aceita uma bebida gelada enquanto está só no peito.

Além disso, alguns especialistas acreditam que a ingestão de líquidos frios possa interferir negativamente nas defesas naturais das vias aéreas superiores. Por essa razão, muitos pediatras orientam os pais a só oferecer bebidas geladas aos filhos após 1 ano (lembrando que elas não são necessárias).

Antes dessa idade, sucos e chás que forem dados segundo orientação médica devem ser ingeridos em temperatura ambiente ou ligeiramente frescos.

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Meu filho começou a comer papinha. Quantas vezes ele precisa mamar no peito?

Não dá para responder ao certo de quanto leite seu bebê vai precisar (depende da idade da criança, do peso e do quão bem ela está comendo os outros alimentos). Mas dá para esclarecer que a maioria dos bebês continua com seis ou até mais mamadas por dia, depois que começa a comer papinha e frutas.

Algumas dessas mamadas no peito valem por uma refeição, mas outras são mais pelo chamego ou só um lanchinho. Siga o ritmo dele, e tente perceber quando ele está precisando mamar.

É importante não começar a dar frutas e sopinhas antes da hora. A orientação mais recente dos especialistas tem sido só começar a dar esses alimentos a partir dos 6 meses. É essa a recomendação do Ministério da Saúde também.

Entre 6 meses e 1 ano, o leite materno ainda é parte muito importante da alimentação da criança, podendo responder por até mais da metade da ingestão de calorias. Por isso continue oferecendo o seio ao bebê, para que sua produção de leite não diminua muito.

Se a criança não estiver ganhando peso como deveria, o melhor é reforçar a alimentação, mas manter o leite materno, e não desmamá-la. Não deixe também de conversar com o pediatra para discutir os melhores alimentos para esse tipo de situação, já que é preciso garantir que ele receba todos os nutrientes necessários para se desenvolver de forma saudável.

Conforme o bebê vai crescendo, é natural que ele mame menos. Em alguns dias vai mamar mais, outros vai pedir menos o seio. Não há regra. Procure lembrar que o leite materno é insubstituível, pois é fonte de nutrientes, vitaminas e defesas, e que quanto mais você conseguir manter a amamentação, desde que esteja funcionando bem para os dois, melhor.

http://brasil.babycenter.com/x4700052/meu-filho-come%C3%A7ou-a-comer-papinha-quantas-vezes-ele-precisa-mamar-no-peito#ixzz2HgN0HNy8

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Tem problema dar mel para o bebê?

O problema de dar mel ao bebê é que pode haver esporos da bactéria Clostridium botulinum, que provoca o botulismo. Não importa a marca ou a procedência do mel, o perigo sempre existe. Como o sistema imunológico dos bebês ainda não está maduro, eles podem pegar uma forma da doença chamada botulismo infantil. Bebês de até 6 meses são especialmente vulneráveis, mas os médicos recomendam que se espere até a criança ter pelo menos 1 ano para dar mel.

Por isso, mesmo que o bebê esteja resfriado, com tosse ou com prisão de ventre e você tenha ouvido falar que mel faz bem, não dê nem um pouquinho à criança se ela tiver menos que 1 ano.

Os esporos do botulismo são muito resistentes e podem sobreviver até à pasteurização e a altas temperaturas. O xarope de milho também pode conter o esporo.

Os sintomas do botulismo surgem entre 8 e 36 horas depois da ingestão do alimento contaminado. Entre os sintomas estão prisão de ventre, falta de apetite e falta de energia. A doença é muito rara, mas, se você desconfiar que algo está errado com seu filho, procure atendimento médico na hora.

Depois de 1 ano, você pode dar mel, mas cuidado para não abusar. Por ser um alimento extremamente doce, ele pode acostumar mal o bebê, e pode prejudicar os dentes. Prefira oferecer alimentos doces como sobremesa, e depois limpe bem a gengiva e os dentinhos do bebê.

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Quando introduzir alimentos sólidos?


 Quando devo começar a oferecer outros alimentos para o bebê?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até a criança ter 6 meses. Depois dessa idade, o leite materno não contém mais, sozinho, todos os nutrientes de que o bebê precisa, especialmente o ferro, por isso outros alimentos passam a ser necessários para complementar a dieta.

O leite materno até os 6 meses ajuda a minimizar o risco de seu filho desenvolver reações adversas a certos alimentos, assim como alergias. Essa questão torna-se ainda mais importante no caso de haver um histórico familiar de alergias. Depois da introdução de novos alimentos, o leite materno deve ser mantido na alimentação da criança.

Mesmo que seu filho só tome fórmula (leite artificial), e não leite materno, os especialistas recomendam esperar até os 6 meses para dar outros alimentos.

Um dos motivos é que o sistema digestivo ainda não está preparado para digerir outras comidas, e outro é que o organismo da criança estará mais forte para combater eventuais infecções ou alergias decorrentes da alimentação variada.

Caso você precise voltar ao trabalho e tenha que introduzir novos alimentos antes dos 6 meses, converse com o pediatra primeiro -- especialmente se o bebê tiver nascido prematuro. Na prática, muitos médicos acabam orientando a introdução de alimentos por volta dos 4 meses.
Será que meu filho está pronto para outros alimentos?
Uma criança está apta a experimentar novos alimentos se:

• Consegue manter a cabeça erguida

O bebê precisa manter continuamente a cabeça erguida, para que possa ser alimentado com a colher. O controle da cabeça apresenta grandes avanços a partir de 3 ou 4 meses.

• Senta-se bem quando está apoiada

No começo, talvez o bebê ainda necessite de ajuda para se sentar, por isso o próprio carrinho ou a cadeirinha que vai no carro podem ser boas alternativas. Os cadeirões serão usados um pouco mais tarde, quando seu filho já puder sentar inteiramente sozinho.

• Não tem mais aquele reflexo de colocar a língua para fora
Esse reflexo impede que os bebês engasguem. Eles põem a língua para fora sempre que alguma coisa mais dura é colocada na sua boca. Por volta de 4 a 6 meses, o reflexo desaparece, indicando que estão prontos para experimentar alimentos macios e pastosos.

• Faz movimentos de mastigar com a boca

Os bebês têm que aprender a movimentar a comida para o fundo da boca e engolir. À medida que engolem melhor, você provavelmente vai perceber que toda aquela babação dos primeiros meses tende a diminuir.

Aos 6 meses, é possível que seu filho já tenha um ou dois dentinhos (geralmente, os inferiores nascem primeiro). Crianças que mamaram no peito costumam ter os músculos da boca e da língua bem tonificados, o que favorece o processo. Mas os dentes não são essenciais para o início da alimentação com sólidos. Muitos bebês mastigam com a gengiva.

• Já tem o dobro do peso com que nasceu

A maioria das crianças está pronta para ingerir alimentos pastosos quando já dobrou de peso em relação ao nascimento, o que pode acontecer por volta dos 4 aos 6 meses.

• Mostra curiosidade sobre o que você come

De repente, seu filho começa a ficar de olho no seu prato, e estende a mãozinha para tentar pegar a comida. Depois dos 6 meses, o paladar do bebê também já está mais apto a descobrir novos sabores. Isso não quer dizer que você deva dar a ele tudo o que ele pede. Vá com calma, seguindo as orientações do pediatra.


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